Lilypie Third Birthday tickers

terça-feira, 26 de julho de 2011

A observadora...

Sophia brincando com um adesivo da Hello Kitty:
- A Hello Kitty não tem boca mãe!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O caso do primeiro cocô no vaso

Filha querida, em primeiro lugar a mamãe quer pedir desculpas por este post, pois talvez um belo dia tu estejas com o teu namorado, sentada no sofá da sala, mostrando toda orgulhosa pra ele (será, hein?): "Olha só o blog que a minha mãe escrevia pra mim quando eu era criança."  E provavelmente ele vai te perguntar: "Blog, o que é isso?". E assim vocês dois vão ler juntinhos os posts fofos que a mamãe fez com tanto carinho, e, de repente vão chegar exatamente neste post aqui onde a mamãe conta que... tãrãrããããã: ontem tu fez teu primeiro cocô no vaso! Uhuhuhuhu! Então filhota, desculpa aí, a mãe ficar contando isso aqui no blog. É que foi muita emoção filha. Coisa de mãe, sabe. O primeiro cocô no vaso a gente nunca esquece. Desculpa tá, a  mamãe nem vai entrar nos detalhes de como foi o processo ;-)
E quanto ao senhor, seu namorado, ri da minha filhinha não, que é capaz que a tua mãe também tenha blog.
By the way: "Claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Declarações

Ontem a noite:
Deitada entre eu e o Tony no tapete da sala:
- Eu tava com saudade de vocês.

No meu colinho antes de dormir:
- Tu é da minha vida mãe.
- Sou o quê da tua vida filha? O amor?
- Isso mesmo!

Hoje de manhã da minha cama:
- Eu te amo mãe.

Aguenta coração...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vai uma ajudinha aí?

Como as crianças nos colocam a prova o tempo todo, a duras penas vou descobrindo algumas manhas pra lidar com as manhas da pequena lá de casa. Sempre que a Sophia não quer fazer alguma coisa, tipo a noite quando não quer ir pro quarto pra dormir, porque brincar é muito mais interessante, eu convido ela primeiro pra me ajudar a fazer a mamadeira. Gol certo. Larga toda a birra e vem bem faceira me ajudar. E eu claro escolho tarefinhas pra ela: pegar a caixinha de leite no armário, segurar alguma coisa, ou simplesmete fico narrando pra ela o que eu estou fazendo em tom de contação de historinha. E essa coisa de ajudar tem sido redendora em várias situações, fez birra, eu logo convido pra me ajudar a fazer alguma coisa. Mas eu já havia começado com essa questão de envolver ela em algumas atividades antes, talvez por isso ela já esteja acostumada e o resultado seja positivo. O fato é que ela adora quando eu digo "Ajuda a mamãe...", ela pula na hora. Acho legal começar a envolver ela em pequenas atividades, quando ela ficar maiorzinha quero começar a incentivar ela na cozinha, nas preparações, aquela coisa de se sujar de farinha mesmo. Lembro quando eu era criança que eu também adorava quando a minha mãe ia fazer pão e me dava um pedacinho de massa. Eu amassava meus pãezinhos e depois quando ficavam prontos eu achava o máximo que eu que tinha feito. A criança gosta de fazer parte de tudo, acho super normal, super simples, apenas é preciso dar a ela o limite para este envolvimento.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O cara mais legal do mundo

Ele é inteligente. Tem um sorriso encantador. Deu o primeiro banho na Sophia. Dá banho todos os dias na Sophia e seca o cabelo dela com secador. Na hora de vestir a Sosô faz combinações de roupas bem estranhas, mas ela adora. Anda de bicicleta com a Sophia. Leva a Sophia e o Shermann pra pracinha. Baixa todos os filmezinhos que a Sophia adora. É carinhoso, paciente, amigo, companheiro, irresistível. Tem todo o jeito pra explicar. E tem o coração bom que só. Não, ele não é perfeito, me irrita muitas vezes. Mas sabe de uma coisa, não quero que ele mude nadinha, nadinha.
Sabe filha, ter ele como pai, é uma benção pra ti. Ter ele como marido é uma benção pra mim. Valeu Papai do Céu.
Parabéns Antonio pelo teu niver. Vida longa ao nosso lado.
Te amamos de montão.
Nell & Sosô

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Canção pra você


Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Vocé é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal

Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sobre solidão

Li outro dia em um blog de mãe sobre seu sentimento de solidão nas primeiras semanas após o nascimento do seu bebê. Em quase uma centena de comentários, todas as mães disseram compartilhar deste mesmo sentimento. Mas, que isso passa, assim pensa a maioria. Fazendo uma reflexão sobre o assunto, acabei indo um pouco além. Nas primeiras semanas de vida da Sophia eu também me senti muito perdida. A sensação de não dar conta, o não poder fazer outra coisa, aquele plantão 24 horas, é bem complicado mesmo, é trabalho duro. No meu caso, o papai tirou férias emendando com a licença paternidade e assim ficou no plantão comigo por quase um mês. Ajudou muito, é claro que não existe uma igualdade na divisão de tarefas, afinal o que o bebezinho mais faz é mamar e isso só eu podia fazer.
Mas voltando a reflexão pensei que a solidão de mãe vai além deste início. Sinto que tenho uma solidão constante em vários aspectos. E quando falo em solidão, não acredito que seja necessariamente uma coisa ruim. Solidão pra mim é compartilhar apenas comigo mesma alguns sentimentos. Por mais que eu fale sobre este sentimento com alguém, só eu sinto daquele jeito. A solidão precisa ser vivenciada e ao longo da vida vamos tendo várias experiências de solitude. Mas solidão de mãe é diferente. A solidão de mãe tem como objeto o filho. E o filho é o que há de mais sagrado. Quando me preocupo com a saúde, com a escola, enfim, estou só nesta preocupação. É claro que o pai se preocupa também, mas não na mesma dimensão e intensidade que eu. A mãe se preocupa muito mais, na gente é tudo maior. E não é porque eu ame mais do que o pai não, é porque aquele ser já foi ligado em mim, já se alimentou de mim, das minhas entranhas, se alimentou em mim. Esta ligação sim, é maior. Não melhor, apenas maior. Eu tenho sentimentos em relação a minha filha que ninguém mais terá, nem mesmo outra mãe, pois o que sentimentos pelo nosso filho, não sentimos pelo filho da nossa melhor amiga, mesmo que amemos muito aquela outra criança. O sentimento que temos pelo nosso filho é único, é maior que qualquer outro. E essa condição de amor gigante nos deixa solitárias com nossos medos, nossas angústias, nossas incertezas e até com as nossas alegrias. Ninguém vai se sentir tão feliz de ver minha filha desenhando círculos pela primeira vez como eu. Este sentimento é só meu. Só. Solitário.
Tem outro lado da solidão que eu experimentei e experimento depois de ter me tornado mãe. A solidão de amigos. Muitos se distanciaram, eu me distanciei também de alguns. Os motivos cabem a cada um. Mas isso hoje já não é uma dor, ou um problema, apenas uma realidade. As prioridades mudam, o funcionamento da vida vai mudando também. Algumas pessoas simplesmente não se encaixam em uma rotina com crianças, ou porque não gostam, ou porque não se sentem à vontade.
Antes de começar a namorar o pai da Sophia eu vivia uma fase muito só em minha vida, no entanto era uma fase muito feliz, muito tranquila. Aquele período todo me parecia cheio de significados, uma preparação e uma certeza de que um grande amor estava a caminho. Por isso a solidão não me incomoda, acho que ela é necessária. A solidão me acolheu e eu acolhi a solidão. Talvez, não ter lutado contra tenha sido uma boa escolha. Ter vivido isso me ajuda hoje a passar por minhas “solidões” de mãe com tranquilidade. Observo estes sentimentos, me redescubro com eles e me transformo. A cada dia vou crescendo um pouquinho e me preparando melhor pra essa empreitada maravilhosa (e difícil)que é ser mãe. Empreitada de ensinamentos, mas principalmente de muito aprendizado.