Como as crianças nos colocam a prova o tempo todo, a duras penas vou descobrindo algumas manhas pra lidar com as manhas da pequena lá de casa. Sempre que a Sophia não quer fazer alguma coisa, tipo a noite quando não quer ir pro quarto pra dormir, porque brincar é muito mais interessante, eu convido ela primeiro pra me ajudar a fazer a mamadeira. Gol certo. Larga toda a birra e vem bem faceira me ajudar. E eu claro escolho tarefinhas pra ela: pegar a caixinha de leite no armário, segurar alguma coisa, ou simplesmete fico narrando pra ela o que eu estou fazendo em tom de contação de historinha. E essa coisa de ajudar tem sido redendora em várias situações, fez birra, eu logo convido pra me ajudar a fazer alguma coisa. Mas eu já havia começado com essa questão de envolver ela em algumas atividades antes, talvez por isso ela já esteja acostumada e o resultado seja positivo. O fato é que ela adora quando eu digo "Ajuda a mamãe...", ela pula na hora. Acho legal começar a envolver ela em pequenas atividades, quando ela ficar maiorzinha quero começar a incentivar ela na cozinha, nas preparações, aquela coisa de se sujar de farinha mesmo. Lembro quando eu era criança que eu também adorava quando a minha mãe ia fazer pão e me dava um pedacinho de massa. Eu amassava meus pãezinhos e depois quando ficavam prontos eu achava o máximo que eu que tinha feito. A criança gosta de fazer parte de tudo, acho super normal, super simples, apenas é preciso dar a ela o limite para este envolvimento.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O cara mais legal do mundo
Ele é inteligente. Tem um sorriso encantador. Deu o primeiro banho na Sophia. Dá banho todos os dias na Sophia e seca o cabelo dela com secador. Na hora de vestir a Sosô faz combinações de roupas bem estranhas, mas ela adora. Anda de bicicleta com a Sophia. Leva a Sophia e o Shermann pra pracinha. Baixa todos os filmezinhos que a Sophia adora. É carinhoso, paciente, amigo, companheiro, irresistível. Tem todo o jeito pra explicar. E tem o coração bom que só. Não, ele não é perfeito, me irrita muitas vezes. Mas sabe de uma coisa, não quero que ele mude nadinha, nadinha.
Sabe filha, ter ele como pai, é uma benção pra ti. Ter ele como marido é uma benção pra mim. Valeu Papai do Céu.
Parabéns Antonio pelo teu niver. Vida longa ao nosso lado.
Te amamos de montão.
Nell & Sosô
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Canção pra você
Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Vocé é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sobre solidão
Li outro dia em um blog de mãe sobre seu sentimento de solidão nas primeiras semanas após o nascimento do seu bebê. Em quase uma centena de comentários, todas as mães disseram compartilhar deste mesmo sentimento. Mas, que isso passa, assim pensa a maioria. Fazendo uma reflexão sobre o assunto, acabei indo um pouco além. Nas primeiras semanas de vida da Sophia eu também me senti muito perdida. A sensação de não dar conta, o não poder fazer outra coisa, aquele plantão 24 horas, é bem complicado mesmo, é trabalho duro. No meu caso, o papai tirou férias emendando com a licença paternidade e assim ficou no plantão comigo por quase um mês. Ajudou muito, é claro que não existe uma igualdade na divisão de tarefas, afinal o que o bebezinho mais faz é mamar e isso só eu podia fazer.
Mas voltando a reflexão pensei que a solidão de mãe vai além deste início. Sinto que tenho uma solidão constante em vários aspectos. E quando falo em solidão, não acredito que seja necessariamente uma coisa ruim. Solidão pra mim é compartilhar apenas comigo mesma alguns sentimentos. Por mais que eu fale sobre este sentimento com alguém, só eu sinto daquele jeito. A solidão precisa ser vivenciada e ao longo da vida vamos tendo várias experiências de solitude. Mas solidão de mãe é diferente. A solidão de mãe tem como objeto o filho. E o filho é o que há de mais sagrado. Quando me preocupo com a saúde, com a escola, enfim, estou só nesta preocupação. É claro que o pai se preocupa também, mas não na mesma dimensão e intensidade que eu. A mãe se preocupa muito mais, na gente é tudo maior. E não é porque eu ame mais do que o pai não, é porque aquele ser já foi ligado em mim, já se alimentou de mim, das minhas entranhas, se alimentou em mim. Esta ligação sim, é maior. Não melhor, apenas maior. Eu tenho sentimentos em relação a minha filha que ninguém mais terá, nem mesmo outra mãe, pois o que sentimentos pelo nosso filho, não sentimos pelo filho da nossa melhor amiga, mesmo que amemos muito aquela outra criança. O sentimento que temos pelo nosso filho é único, é maior que qualquer outro. E essa condição de amor gigante nos deixa solitárias com nossos medos, nossas angústias, nossas incertezas e até com as nossas alegrias. Ninguém vai se sentir tão feliz de ver minha filha desenhando círculos pela primeira vez como eu. Este sentimento é só meu. Só. Solitário.
Tem outro lado da solidão que eu experimentei e experimento depois de ter me tornado mãe. A solidão de amigos. Muitos se distanciaram, eu me distanciei também de alguns. Os motivos cabem a cada um. Mas isso hoje já não é uma dor, ou um problema, apenas uma realidade. As prioridades mudam, o funcionamento da vida vai mudando também. Algumas pessoas simplesmente não se encaixam em uma rotina com crianças, ou porque não gostam, ou porque não se sentem à vontade.
Antes de começar a namorar o pai da Sophia eu vivia uma fase muito só em minha vida, no entanto era uma fase muito feliz, muito tranquila. Aquele período todo me parecia cheio de significados, uma preparação e uma certeza de que um grande amor estava a caminho. Por isso a solidão não me incomoda, acho que ela é necessária. A solidão me acolheu e eu acolhi a solidão. Talvez, não ter lutado contra tenha sido uma boa escolha. Ter vivido isso me ajuda hoje a passar por minhas “solidões” de mãe com tranquilidade. Observo estes sentimentos, me redescubro com eles e me transformo. A cada dia vou crescendo um pouquinho e me preparando melhor pra essa empreitada maravilhosa (e difícil)que é ser mãe. Empreitada de ensinamentos, mas principalmente de muito aprendizado.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Boa de memória
Estava conversando com a Sophia sobre a escolinha outro dia quando ela me conta alguma coisa do “Gabriel Coutinho”. Me espantei e perguntei: Gabriel o quê? Gabriel Coutinho, respondeu ela de novo. Fiquei meio sem entender. No dia seguinte em um outro papo ela falou do Gabriel, imediatamente eu perguntei pra ela: O Gabriel Coutinho? E a resposta: Não, o Gabriel Machado. Achei tão fofo e até meio assustador, como assim uma criaturinha de dois anos sabe nome e sobrenome dos coleguinhas? Eu já havia notado que ela é muito boa de guardar nomes porque sempre que eu levo ela na escola e chega junto outra criança, eu pergunto pra ela como é o nome do coleguinha e ela sabe. E às vezes eu confirmo com a profi e não dá outra, ela sempre fala o nome certinho. Até mesmo de crianças que não são da sala dela. Mas daí a saber o sobrenome... Então perguntei hoje pra supervisora se haviam dois Gabriel na sala e ela confirmou que sim, repeti os dois sobrenomes e ambos estavam certinho também, bem de acordo com a informação dada pela mocinha de dois anos. Mocinha antenada!
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Check-up zinhos...
Esta semana Sophia fez a segunda consulta periódica ao dentista e a primeira com o oftalmo (indicação do pediatra após completar 2 anos).
Nas duas consultas essa guria foi uma fofa que só. Na segunda-feira na dentista sentei naquela cadeira dos horrores (mas ela ainda não sabe disso) com ela no meu colo. A dentista olhou, examinou, escovou com escovinha que faz aquele barulhinho dos horrorres (que ela ainda também não sabe disso). E Sophia ali feliz da vida. Ainda faltam 4 dentinhos pra nascer, uns que moram lá no fundão e que devem nascer até os 3 anos e meio. E os dentinhos que já nasceram estão todos fofos e felizes. Dentista ficou feliz também, elogiou os dentinhos, a escovação e o uso do fio dental. Êba! E hoje foi o dia do oftalmo (outro fofo!). Sentada no meu colo na frente do médico Sophia respondeu perguntas, tipo idade, nome e sobrenome. Ai meu Deuso! E o papai? Perguntou o médico. Sumiu! Respondeu a mocinha. Que lindos olhos azuis! O oftalmo examinou com luzinhas, lentes, teste com brinquedos e tal, e ela no meu colo, tri na boa. Fim da consulta devolve o brinquedinho pro médico, diz obrigada, tiau e bom trabalho. O médico fofo amou as fofuras. E eu também AMO AMO AMO.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Primeira pérola
Eu tentando convencer a Sophia a tirar o chinelinho pra colocar o tênis hoje de manhã:
- Filha, tem que colocar o tênis pra ir pra escola, não pode ir de chinelinho.
- Não qué!
- Chinelinho só se usa em casa filha: o Ruán só usa o chinelinho em casa, a Maria Olivinha só usa chinelinho em casa...
- Eu sou eu!
Te cuida Nietzsche!
- Filha, tem que colocar o tênis pra ir pra escola, não pode ir de chinelinho.
- Não qué!
- Chinelinho só se usa em casa filha: o Ruán só usa o chinelinho em casa, a Maria Olivinha só usa chinelinho em casa...
- Eu sou eu!
Te cuida Nietzsche!
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