Lilypie Third Birthday tickers

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O castelo da Sophia

Tem uma igreja por a qual passamos com certa frequência, que a Sophia sempre diz que é o castelo dela. Ontem, voltando pra casa, e, passando pela tal igreja, tivemos o seguinte diálogo no carro:
- Olha mamãe, é o meu castelo, eu vou morar lá.
- É mesmo filha, e com quem tu vai morar no castelo?
- Com o meu Ruán!
Ruán é o colega preferido da Sophia na escola. Já vai fazer um ano que ela trocou de escolinha e desde que chegou lá, logo de cara o preferido foi ele. Tudo o que se conversa em casa sobre o que acontece na escola tem o Ruán no meio. E são sempre coisas boas, as brincadeiras mais legais, é pra ele que ela mais empresta os brinquedos que leva, enfim, tudo o que acontece de bom, envolve o Ruán. Nunca mencionamos a palavra namoro/namorado, ou algo parecido pra ela. Eu sempre comento que ele é um amigão, em como eles se dão bem, e ela concorda e reforça a amizade. Nas poucas vezes em que eu vou buscá-la na escola, já que quem busca é o pai, o Ruán sempre vem pra minha volta e fica meio que querendo puxar conversa. O menino é uma graça, um doce, as profis dizem que ele é muito da paz, que pra ele tudo tá bom. Deve ser por isso que a SoSô se afina tanto com ele, por ser um carinha bem tranquilo, que anda com as duas mãozinhas pra trás, como se fosse um mini adulto.
Muito bom ver minha filhota começando a criar seus laços de amizade, cultivando bons sentimentos e aprendendo a gostar de gente, exercício este que praticamos a vida toda.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Salve o teatro!

Nada mal para uma pessoinha de dois anos e meio já conhecer os três melhores teatros de Porto Alegre, né não? Um deles, eu mesma nem conheço ainda, o do Bourbon. Sophia se encanta no teatro, semanas antes já fica na expectativa. É bem legal ver os olhinhos dela arregalados olhando pro palco, só esperando pra ver o que vai acontecer. E eu, confesso, também sempre fico emocionada de ir com ela ao teatro. Sempre me emocionei com teatro, com toda magia que ele nos proporciona. Lembro que a primeira peça que eu assisti foi Pluft, o Fantasminha. Sophia já carrega 5 peças em seu currículo:
Backyardigans: ela tinha menos de 1 ano quando fomos, foi na nossa cidade mesmo. Local meio improvisado, mas enfim, valeu mesmo assim.
Casa de Cultura Mário Quintana: assistimos um teatro de bonecos, era uma historinha sobre um lobo.
Thol: fomos assistir o Teatro de Bonecos do Grupo Thol no Teatro São Pedro, linda apresentação, roupas belíssimas, este grupo é maravilhoso.
Mágicas do Mickey: neste espetáculo ela foi só com o papai, foi no Teatro do Bourbon Country. Voltou pra casa encantada com as princesas.
Peixonauta: fomos neste último final de semana, só eu e ela, no Tetro do Sesi. Linda a montagem para o teatro do desenho. Belos bonecos, super bem feita a manipulação, trilha sonora linda.

Apesar de ser proibido gravar as peças, sempre gravamos uns pedacinhos. Estes filmezinhos nos rendem alguns minutos a mais na cama pela manhã, quando depois de mamar, a mocinha pede pra ver filmezinhos no celular.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Festinha no campo

Ontem fomos na festa de dois aninhos da Duda, filhota de amigos queridos. Não teve convite, daqueles de papel, foi um telefonema convidando cheio de vontade que fôssemos. Também não teve lembrancinhas na saída (aquelas, que estão tão na moda). Também não tinha música (sem Xuxa berrando!). Mas foi uma das melhores festas que fomos, e, sem sombra de dúvidas a que a Sophia mais se divertiu. Festa no campo, muita grama pra correr, mas muita mesmo. Árvores e mais árvores, cavalos, cachorros, e muito passarinho cantando. A Sophia não parou de correr pelo pátio da casa, adorou ver os cavalos, catar galhos e se esconder. E amou comer "salgaldinho preto", traduzindo: brigadeiro. Na volta pra casa capotou no carro ao som do Tempo de Brincar:

" Peixinho,
Peixinho,
Cuidado com o rio
Ele tem segredos
que você nem viu..."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mamãe baixinha...

Enquanto eu trocava ela ontem a noite, Sophia olha pro móbile do Pablo pendurado no teto (que eu não alcanço!)
- Mãe, tu não alcança no Pablo?
- Não filha, a mãe não alcança.
- Então cresce, mãe!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O primeiro tombo e a primeira ida ao Pronto Socorro

Sophia já levou vários tombinhos, mas sempre foram aqueles de cair, chorar e seguir o baile. Nem aqueles comuns tombos de bebê ela teve. Mas sábado passado nos deu um sustão, correndo com a dinda caiu de costas e bateu com a cabeça na calçada. E foi uma batida daquelas de fazer barulho e coração de mãe quase parar de susto. Quando fomos juntá-la do chão, no colo do pai, ela meio que revirou os olhos, e ver aquela expressão no rosto dela, me fez sentir o maior medo do mundo. Na noite anterior eu havia lido alguns capítulos do livro do nosso pediatra, e, um deles, era sobre o que fazer quando a criança bate com a cabeça. A recomendação principal dele: manter a calma. Isso foi quase impossível pra mim na hora, quanto mais eu tentava ficar calma, mais nervosa eu ficava. Felizmente o Antonio conseguiu se manter calmo por nós dois. Por sorte estávamos a menos de uma quadra do pronto socorro e fomos direto pra lá. Já na entrada o guarda disse que só uma pessoa poderia entrar com ela, o pai entrou enquanto eu fiquei fazendo o boletim. No atendimento também não queriam que entrássemos os dois. Mas eu nem cogitei não entrar, e entramos os dois. No final das contas, depois de fazer alguns exames de raio x, tudo bem com nossa pequena, nenhuma fratura. Observação de 24 horas e acordar de 2 em 2 horas após dormir. As 24 horas fecharam ontem e a pequena cabeça dura nem parecia que quase havia quebrado a calçada. Valeu papai do céu. Mas o susto na hora é tão grande, que mais parece um pesadelo.

*O livro do tio Alaxandre (Tem Filhos? Prepare-se para eles), que é o pediatra da Sophia desde sempre, acompanhou meu parto, é muito bacana, de linguagem simples e com os problemas nossos de casa dia, como por exemplo, bater com a cabeça. Sophia participou conosco da sessão de autógrafos do livro na semana passada e até tirou fotinho como o escritor!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Pai e o Neruda

O pai da Sophia é um cara assim, me manda poemas de Neruda no meio de uma tarde primaveril de terça-feira, e me deixa com cara de boba, rindo à toa...

Depois de tudo te amarei
como se fosse sempre antes
como se de tanto esperar
sem que te visse nem chegasses
estivesses eternamente
respirando perto de mim.

Perto de mim com teus hábitos,
teu colorido e tua guitarra
como estão juntos os países
nas lições escolares
e duas comarcas se confundem
e há um rio perto de um rio
e crescem juntos dois vulcões.

Perto de ti é perto de mim
e longe de tudo é tua ausência
e é cor de argila a lua
na noite do terremoto
quando no terror da terra
juntam-se todas as raízes
e ouve-se soar o silêncio
com a música do espanto.

O medo é também um caminho.
E entre suas pedras pavorosas
pode marchar com quatro pés
e quatro lábios, a ternura.

Porque sem sair do presente
que é um anel delicado
tocamos a areia de ontem
e no mar ensina o amor
um arrebatamento repetido.

Pablo Neruda

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dá pra pular a primavera?

- Mãe, eu quero ficar com o pé descalço.
- Não dá filha, ainda tá frio. Pé descalço só no verão.
- Eu quero ir pro verão!