Lilypie Third Birthday tickers

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Palavrinhas

O repertório de palavras da Sophia aumenta a cada dia. É fascinante assistir a evolução do processo de comunicação das crianças. Quando bem bebezinhos é um choro pra cada coisa. Agora a cada dia é uma palavra nova, uma sílaba ou até mesmo um som diferente que sempre quer dizer alguma coisa, que tem seu significado próprio.
Ontem a Sophia falou Mãe pela primeira vez, até então eu era Mamama! Não foi um Mãe completo, faltou um M por ali, mas é lindo ver o esforço que ela faz pra falar a nossa língua. Algumas palavrinhas do vocabulário Sophiêz:
Mamu = Mano (Pedrinho)
Bobó = vovó
Kum = pão (esse ninguém nunca iria adivinhar!)
Aua = água
BiduBidu = Scoobidu
Totô = cocô
Pabú = Pablo (Backyardigans)

Amada da mamãe!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mais um dentinho

Está saindo mais um dentão na SoSô, um daqueles de cima bem grandões. Deve ter sido ele o causador dos febrões no último final de semana. Ufa, que sufoco, tivemos que entrar com antibiótico (pela primeira vez). Mas não tivemos outra opção, só sábado foram quatro febres. Que dó! E a bichinha mesmo com febre brinca, ri, não se entrega.
Neste final de semana teve visita da Dindinha Rafa: estávamos com muita saudade. Venho nos encher de alegria e ainda trouxe presentinhos fofos: calça de brim, camiseta rosa e All Star lilás! Volte logo Dindinha.
A mocinha esta semana está que nem aquela musiquinha: Ela só pensa em beijar, beijar, beijar, beijar! Atira beijinhos pra todo mundo, dá cada beijo estralado na gente, a coisa mais boa do mundo. A nova palavra da semana é “Não qué!”, acompanhada do balancinho negativo com a cabeça. Sophia está se comunicando muito bem, é inteligente, aprende rápido e repete muito também.
Sophia está feliz, está criança.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Semana da Sosô... (não é plágio a Semana do Jô!)

Esta semana a Sosô anda incomodada com os dentinhos que estão nascendo: um pouco de diarréia, irritação e denguinhos. Mas é assim mesmo, pra cada etapa um comportamento e ela vai nos dando os sinais de tudo o que está acontecendo com ela.

Agora ela chama o Mano o tempo todo em casa: MaMo MaMo. Ela adora o Pedrinho, cada vez que ele chega lá em casa os olhinhos de Sophia brilham e ela abre aquele sorrisão lindo.

Semanda passada o Tony baixou um cd do Patati Patatá pra ela, como eles já haviam ido na escolinha fazer show, a mocinha já conhecia os palhacinhos. Mas ficamos encantandos vendo que ela também já sabia cantar algumas musiquinhas. É muito fofinha, ela canta sempre a última sílaba de cada palavra, e a musiquinha da Dona Aranha ela canta e dança, fica andando em voltinhas com a cabecinha no ombro. Fofa, fofa, fofa! Nossa diversão de sábado de manhã: cantar e dançar Patati Patatá no tapete da sala. A musiquinha da Dona Aranha (que não me sai da cabeça o dia todo!) é assim – em negrito é como a SoSô canta:
A dona aranha
Subiu pela parede DI
Veio a chuva forte
E a derrubou BÔU
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a subir BI
Ela é teimosa
E desobediente TI
Sobe, sobe, sobe
E nunca esta contente TI
A dona aranha
Desceu pela parede DI
Veio a chuva forte
E a derrubou BÔU
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a descer
Ela é teimosa
E desobediente TI
Desce, desce, desce
E nunca esta contente TI

E hoje é NIVER DO TATATÁ!!! Uhuhuhuhu! Sophia já cantou parabéns de manhã cedinho, já fizemos montinho na cama em cima dele com o Pepê. Parabéns papai querido, você é o papai mais doce, amoroso, dedicado, lindo e inteligente do universo todinho. Te amamos muito, muito, muito. HummMã!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"Não" & "Ai"

As duas novas palavras de ordem no vocabulário da Sophia agora são: Não e Ai. O Não serve pra tudo: pra quando ela quer dizer sim, talvez e pra quando ela quer realmente dizer não. O não geralmente vem acompanhado de uma expressão séria, compenetrada, ela fica toda com ar de quem realmente sabe o que quer. Quer tetê Sophia? Não! E se gruda da teta! Sophia está provando aquele velho dito de que mulher quando diz não está querendo dizer sim. Já o "ai" está sendo usado muito bem dentro de seu contexto, sempre que a mocinha é contrariada, tipo quando vamos limpar o nariz, na troca de fraldas (ela não quer mais trocar a fralda, apego total!), nestes momentos começa aquela sequência interminável de ai, ai, ai... De acordo com o papai a pequena aprendeu o ai com a mamãe aqui. Toda vez que ela puxa meu cabelo (coisa que ela dora fazer) eu também solto meus "ais"! Fazer o quê né, não dá pra ser psicologicamente correto com as crianças o tempo todo. Ai, ai!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Primeiros Passos

Desde a semana passada Sophia ensaia seus primeiros passos em "carreira solo". E se diverte muito com isso. E nos divertimos também. Cai de bunda no chão e acha engraçado. Passos bem rápidos com a trilha sonora que o papai inventou: Téc Téc Téc! É muito legal ver a felicidade que ela fica de estar caminhando, começando a ficar independente. Descobre cantos, lugares e coisas que agora ela consegue tocar, mexer e fuçar sozinha. E fuça em tudo o que o bracinho esticado consegue alcançar. Às vezes acho que vamos ter que pendurar tudo no teto. Mas vamos aprendendo a dar limites a ela e a nós mesmos, limitando nossos "nãos" e dando a liberdade que ela precisa ter para se desenvolver e fazer suas descobertas. Pra mim é um aprendizado e um exercício constante. Eu que sempre fui mega organizada, agora procuro espaços vazios onde possa pisar no tapete da sala, algum cantinho onde não tenha uma bola, uma boneca ou outro brinquedo, dentre as centenas deles que lá estão. Bem vinda desorganização! Bendita desorganização. E assim o caos da sala vai me ajudando a curar a demasiada organização que sempre existiu dentro de mim. Os primeiros passos da Sophia me lembram que preciso continuar caminhando, escolher bons e melhores caminhos sempre.
"É preciso mudar a direção dos pés
Quando os velhos caminhos se esgotam
Os tempos não voltam!"

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sophia e nós...

Ter um bebê é uma experiência única, maravilhosa, surpreendente (a cada dia e a cada hora) e em alguns momentos assustadora.
Já no início aquele pequeno ser chega em casa e sem a menor cerimônia ocupa todos os espaços, mas todos mesmo, em cada canto se pode avistar os sinais que ali mora um recém-nascido: fraldas descartáveis no sofá, na cama, na cozinha e em todos as lixeirinhas da casa. Fraldinhas de pano enfiadas nos cantinhos do sofá, em cima da mesa, no ombro do pai, na bolsa da mãe e em cima da televisão. E por aí vai: pomadinhas de assaduras, algodões coloridos, aspirador de nariz, e nossas roupas sempre com sinais de vômito pelos ombros, resultado da eficiência do pequeno ser na hora do arroto.

O peito da mãe, passa a ser de propriedade dele: do bebê. Sem a menor timidez ele se apropria do seio como se sempre fora seu. E é! Seu objeto de desejo. Quando ficam maiorzinhos, lá pelos 6 ou 7 meses, os pequenos encaram o peito, quase que como flertando com ele. A diferença é que em um flerte normal, a pessoa que recebe a flertada tem a opção de cair fora, e no flerte do bebê com o peito materno, o pequeno sempre é o grande conquistador.

Esta maravilhosa experiência que estamos vivendo, eu e o Antônio (eu pela primeira vez, o Antônio já é papai da Nati e do Pedro), não se compara a nada, é tudo muito intenso, a alegria é intensa, o cansaço é intenso, as dúvidas de como educar, as certezas, tudo acontece ao mesmo tempo. Mas estamos felizes, muito felizes com nossa doce Sophia que já está com 10 meses.

Por falta de tempo e de um pouco mais de organização minha, não dei a sequência que gostaria de ter dado ao blog, fazendo aquele diário do bebê, etc. Mas a partir de agora vou usá-lo pra relatar um pouco do nosso dia-a-dia com nossa bebezinha, recapitular o que já aconteceu e montar nossas memórias, nossa história.

A primeira palavrinha da Sophia, ou Sosô, como a chamamos às vezes, foi Tatatá, pra minha total frustração. Brincadeirinha, mas bem que poderia ter sido Mamama. Não demorou muito tempo pra ela dizer Mamama, mas a bem da verdade ela só me chama assim quando está em apuros. Na maior parte do tempo me chama com a mãozinha.

E por falar em mãozinha, como se não bastasse ser maravilhoso amamentar, as mamadas tem sido cada vez mais o nosso momento de carinho: a Sophia passa a mão do meu cabelo, no meu rosto, enfia o dedo no meu nariz, na minha boca, são suas manifestações de carinho (às vezes um pouquinho exageradas), mas é uma sensação maravilhosa. É como se ela estivesse agradecendo aquele leitinho quente, aquele momento de doação, ou então apenas demonstrando o amor que ela tem por mim.

Nossa bebezinha já gatinha pela casa toda, ainda não faz totalmente os quatro apoios, mas já se vira muito bem indo da sala pra cozinha sozinha. Outro dia estávamos tomando café, eu e o Tony e a deixamos na sala, quando eis que surge nossa filhota na porta da cozinha, nos olha e diz: “Minhhhã, Minhhhhhã”, que foi o jeitinho que acostumamos ela a falar quando a comidainha está gostosa. Quase morremos de rir da espertinha que só faltou nos dizer: Tomando café sem mim, hein?

Ontem, (dia 21 de março) do nada a Sophia pegou o controle remoto da TV, colocou perto da orelha e falou: “ia”. Ela quis dizer Alô!!! Esse toco de gente resolveu telefonar, ainda abaixou a cabecinha depois do “ia”, como se estivesse ouvindo o que a pessoa do outro lado falava. Só acredito porque eu vi!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cartinha para Sophia

Tudo começou no dia 07 de julho de 2007 (07/07/07 - bem cabalístico!). O Antonio me convidou para uma festa neste dia, seria a comemoração do aniversário dele no Dublin. Era um sábado de inverno bem chuvoso, liguei pra ele no final da tarde pedindo que passasse lá em casa pois eu não sabia onde era o bar. Decidi ir no meu carro pois assim poderia voltar pra casa quando me desse vontade. Paramos antes no posto, acho que ele foi abastecer, desci do carro e nos abraçamos, já fazia um tempão que não nos víamos. Ele estava com uma jaqueta de couro marrom. Seguimos para o local da festa. Chegando lá encontramos alguns amigos dele e logo em seguida chegaram a Cássia e a Rô. Conversamos e nos divertimos muito, fomos pra pista de dança e lá ficamos até a canseira bater. Na hora de ir embora fomos caminhando eu e ele até o estacionamento do Shopping Moinhos onde deixamos os carros. Detalhe: entramos antes por engano no Sheraton. Detalhe 2: o Antonio me carregou nas costas em pleno shopping (mas esta não foi a primeira vez que isso aconteceu!). Entramos no elevador para irmos para o estacionamento quando inesperadamente ele me beijou. E foi mesmo inesperado pra mim, nem em sonho imaginei que aquele beijo fosse acontecer. Só saímos do elevador quando o segurança veio chamar nossa atenção. Entramos em nossos carros e seguimos o caminho de volta pra casa. Chovia torrencialmente. Durante a volta eu não conseguia acreditar no que tinha acontecido. Quase na chegada ele me mandou uma mensagem convidando pra que eu fosse na casa dele, mas isso era uma coisa que eu não podia fazer, eu havia beijado meu melhor amigo e não estava entendendo nada direito naquele momento. Fui dormir com aquela doce sensação de adolescente apaixonada.
No outro dia, que era um domingo, mandei uma mensagem pra ele, não lembro o que eu escrevi. Ele me ligou e conversamos um pouco. Não nos vimos naquele dia. Na segunda-feira e na terça-feira trocamos muitos emails falando sobre o que havia acontecido e a estas alturas eu já estava com umas borboletinhas na barriga. Na terça a noite é que fomos nos reencontrar, saí da casa espírita e passei na casa dele. O Pedrinho estava lá estudando com ele (tão bonitinhos!). Conversamos um pouco, beijos, brilho no olhar, acho que começamos a namorar naquele dia.
Eu nunca havia gostado de ninguém daquele jeito, nunca havia tido tantas afinidades, alegrias e sonhos com outra pessoa. Cada vez que eu olhava nos olhos do Antonio eu tinha certeza do meu amor por ele, do amor dele por mim. Tinha certeza que aquele era (e é!) o amor da minha vida.
...
Em agosto eu fui demitida da empresa onde eu trabalhava e foi bem difícil pra mim, mas ao lado do Antonio, a dor doeu menos. No mês seguinte, em setembro, a mãe teve uma arritmia cardíaca e foi internada: UTI, 12 dias no hospital, várias coisas que eu não sabia como lidar. Mais uma vez, a presença do Antonio foi uma benção num momento difícil.
Logo em seguida com a chegada da primavera, chegou também uma mala lá em casa com as roupas do Antonio. Decidimos morar juntos. Foi uma fase de muita adaptação pra todos nós. Tivemos que aprender a conviver uns com os outros, eu, o Tony, a mãe, o Pedro. Cada um perdeu um pouco do seu espaço, mas todos ganhamos muito em crescimento e amor. Era o início da nossa família.
No início de 2008 começamos a obra lá em casa, criamos mais espaços para todos, inclusive para o nosso amor que crescia cada vez mais. Foram vários meses de muita poeira, movimentamos toda a energia parada que a casa tinha. Em maio fizemos a mudança das coisas do Antonio e do Pedro, e cada um de nós ganhou um espaço novo dentro de casa.
No início de julho passamos por outro sufoco: a mãe quebrou o fêmur, foi hospitalizada e novamente tivemos que girar em torno da situação, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Tudo deu certo, do jeitinho que teria que ser: muita fé, paciência e resignação.

Presentes que a vida nos dá...
No dia 05 de agosto (28 dias após minha última menstruação, que foi no dia 9/7) fiquei cismada com o atraso que não era normal. Então no dia 07/8 fui fazer o exame de sangue. Peguei o resultado no dia 08 e nem acreditei, liguei pro Marcelo na mesma hora e ele confirmou o tão esperado diagnóstico: GRÁVIDA!!! EU ESTAVA GRÁVIDA!!! Era uma sexta-feira, véspera do dia dos pais, que seria no domingo. Procurei chegar em casa antes do Antonio, peguei o resultado do exame e coloquei numa caixinha de presente. Quando ele chegou entreguei o presente e disse: “Amor, este é o teu presente do dia dos pais, como eu não consigo guardar presente já vou te entregar hoje mesmo.” Lembro direitinho da cara que ele fez, ele não conseguia entender, quando caiu a ficha ele ficou muito, muito feliz. Eu não queria contar pra ninguém, mas resolvemos contra pra mãe e pro Pedrinho. Ficamos todos muito felizes. No outro dia o Antonio se encarregou de contar para o restante da cidade!

Bem, minha filha querida, tudo isso foi uma pequena introdução da história de amor entre teu pai e eu, para que sempre saibas o quanto tu foi amada, não apenas desde o primeiro momento em que descobrimos tua presença no meu útero, mas desde que nasceu o nosso amor.

A gestação
Por volta de um mês fiz a primeira eco, foi uma emoção indescritível: ver aquele projeto de ser humano, aquele coraçãozinho quase que solitário pulsando dentro de mim.
Nos primeiros dois meses da gravidez me senti mais ou menos estranha. É um período de adaptação com o corpo. Não que ele já comece a aumentar de tamanho, mas foi preciso me acostumar com a idéia do novo ser dentro de mim. Mas independente disso eu estava imensamente feliz, e o Antônio também, escolhemos os nomes: Ângelo ou Sophia. Era assim que chamávamos nosso bebê, sempre pelos dois nomes.
Lá pelo terceiro mês fiz a eco morfológica e vimos nosso bebê inteirinho. Ufa, que alívio! Só depois desta eco é que eu respirei aliviada. Eu queria tanto que tudo desse certo com o bebê, e deu!
Minha gravidez foi super tranqüila desde o início, não tive enjôos, não tive dores, quase que não inchei. Tem sido uma gestação abençoada. Apenas sono, muito sono: não consegui mais ver um filme inteiro!
O segundo trimestre foi o mais tranqüilo de todos. Descobrimos o sexo do nosso anjo: nossa doce Sophia, e curtimos cada momento. A primeira mexidinha dela na minha barriga, o crescimento da barriga. Papai Antonio sempre beijando muito e conversando com a barriga. Muito fofo. Começamos a planejar o quartinho; o Antonio teve que ter muita paciência com minhas crises de apreensão por causa destes planejamentos, eu sentia medo de que as coisas não estivessem prontas e organizadas a tempo. Muitas crises de choro eu tive, mas sempre tive colinho do meu amor que soube entender bem toda a sensibilidade que aflora ainda mais na gestação.
Quanto mais a barriga crescia, mas grávida eu me achava e mais bonita também. A minha barriga ficou muito bonita mesmo, deve ser de tanto amor que ela recebeu.
No finalzinho de dezembro mais uma hospitalização da mãe, e, vamos de novo: muita fé.
Em janeiro minha barriga já estava bem grande e minha aflição porque a obra ainda não havia começado também. Mas enfim encontramos pessoal e começamos mais uma vez a criar mais um espaço. Desta vez pra nossa pequena Sophia, seu primeiro lugar no mundo.
Com a chegada de fevereiro outra internação da mãe, 22 dias de hospital, duas cirurgias e muita aflição desta vez. Já com a barriga bem grande, eu me sentia muito dividida entre estar no hospital para dar atenção pra mãe ou repousar mais para o bem estar da Sophia. Mas lá fomos nós de novo, vários anjos nos ajudaram, o Antonio foi o anjo mais benfeitor e protetor de todos e serei grata a ele por toda a minha vida.
E enfim, como dizia Nietzsche o caos é necessário (poderia ter sido um pouquinho menos!), mas agora, aos poucos, tudo está voltando ao normal: a mãe está se recuperando e a obra está quase no final. Amanhã vamos receber o quartinho da Sophia.
E tu minha filha, está cada dia mais linda e maior, não pára de brincar dentro da minha barriga. Faz festa o tempo todo. Estamos com 34 semanas e tudo está certinho com a nossa saúde. Amém!
Peço todas as noites para os nossos anjinhos da guarda pra ter um bom parto, e que tu venhas com muita saúde.
Quando chegares aqui filha vais encontrar a mamãe e o papai mais felizes do mundo. Estamos todos muito felizes com a tua chegada, toda nossa família e os nossos amigos também.
A vida é maravilhosa Sophia, difícil muitas vezes, mas tudo pelo que passamos são chances que temos para crescer e para viver melhor. Tenha sempre bondade no teu coração, seja caridosa com todas as pessoas e procure nunca julgar os outros. Devemos procurar aceitar as pessoas como elas são, pois nós mesmos somos cheios de imperfeições. Nunca te deixes levar pela aparência das pessoas ou pelo que elas possuem. O que importa mesmo é o que elas são e o que elas sentem. É assim que eu e o teu pai procuramos viver a vida. E esta é a melhor coisa que podemos te ensinar. Lutar pelas tuas coisas, pelo que tu acreditas, cuidar do teu corpo, da tua mente e confiar sempre em ti. Nunca deixe que alguém te desanime ou te humilhe. Seja forte e determinada na vida. Se precisar cair e chorar: caia e chore. Mas depois levanta e bola pra frente, vai de novo. Quem mais precisa acreditar em ti, é tu mesma minha filha. Conserva teus amigos, tenha amor pela tua família, sorria muito e sempre. Tenha Deus no coração e ore sempre, quando precisar e quando não precisar também. Ele sempre nos ouve. Agradeça pela vida, pela chuva, pelo sol, viver é uma benção. Tu és uma benção Sophia. Seja amiga dos teus irmãos e solidária quando precisarem. Nunca dê mais valor as coisas materiais do que elas merecem, o que importa mesmo é ser feliz, viver em paz e com amor.
Daqui a pouco vais estar em nosso colo Sophia, vais ver no brilho dos nossos olhos o quanto te amamos. Queremos te criar da melhor maneira possível, sabemos que vamos errar também, mas sempre vamos tentar fazer o melhor. Sabemos que vamos aprender muito contigo também. E esta vai ser a grande mágica da nossa convivência filha: uma troca de amor e aprendizados.
Tua mamãe que já te ama muito.