sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Tchupitchos
Dentre as muitas coisas amadas que uma menininha de três anos e meio faz, uma coisa encantadora é criar suas próprias palavrinhas. Sophia faz isso o tempo todo, seja brincando, em suas conversas sozinha (que eu adoro ouvir), ou cantando. E num belo dia ela começou a me chamar de Tchupitcha, e ao papai, de Tchupitcho. E assim, o apelidinho pegou. No início, teve uma noite em que ela fez uma manha pra dormir à noite e começou a me chamar: "Mamãe, mamãe..." Chamou algumas vezes, como eu não fui, ela mudou de tática: "Tchupitcha, Tchupitcha!" E agora, quando estamos conversando, normalmente, ela me sai com um: "Né, Tchupitcha?". Então, eu que já tive alguns apelidos nessa vida, acabei de ganhar o apelidinho mais amado do mundo. Filhos: melhor tê-los!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Diálogos de Sophia
-A vovó fala pouquinho mamãe...
-É porque ela já tá bem velhinha, filha.
-Então a gente tem que comprar outra!
-É porque ela já tá bem velhinha, filha.
-Então a gente tem que comprar outra!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Três anos...
Há 3 anos eu
acordo todos os dias antes das oito. E mesmo assim aquele bafinho de leite me
enche de felicidade. Há 3 anos minha sala é uma bagunça. E ela nunca foi tão
alegre antes. Há 3 anos todas as decisões importantes da minha vida, e até
mesmo as mais simples, são tomadas em função dela. Há 3 anos nossa vida ficou
totalmente cor de rosa e imensamente mais feliz.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Solidariedade: a gente vê por aqui...
- Mãe, que tu tá fazendo?
- Cocô, filha...
- Peraí, vou segurar a tua mão.
- Não precisa filha...
Ela sai do banheiro, busca um banquinho, senta na minha frente e segura as minhas mãos:
- O cocô já vai sair mãe, já vai sair!
- Cocô, filha...
- Peraí, vou segurar a tua mão.
- Não precisa filha...
Ela sai do banheiro, busca um banquinho, senta na minha frente e segura as minhas mãos:
- O cocô já vai sair mãe, já vai sair!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Primeiro dia...
Hoje está sendo o primeiro dia sem fraldas da Sophia na escola. Há um bom tempo já estamos fazendo o desfralde em casa, bem devagarinho, sem pressa. Quando eu ia iniciar na escola houve a troca da professora dela, e como ela sentiu muito esta mudança, decidi esperar mais um pouco. Hoje arrumei uma bolsinha toda bonitinha, cheia de calcinhas dobradinhas pra ela levar, caso precise trocar durante o dia. Quando chegamos na escola hoje de manhã ela mostrou a bolsinha pra profi e disse: "Eu já tô bem menininha agora!". É verdade, minha bebezinha já está uma menininha. A felicidade de vivenciar cada processo, cada mudança que acontece com ela, é tão grande, mas tão grande, que transborda pelos meus olhos.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Aplicando...
Tentativa de não ir pra escola hoje pela manhã:
- Acho que eu preciso ficar deitada mãe, porque eu tô gripadinha!
- Acho que eu preciso ficar deitada mãe, porque eu tô gripadinha!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O castelo da Sophia
Tem uma igreja por a qual passamos com certa frequência, que a Sophia sempre diz que é o castelo dela. Ontem, voltando pra casa, e, passando pela tal igreja, tivemos o seguinte diálogo no carro:
- Olha mamãe, é o meu castelo, eu vou morar lá.
- É mesmo filha, e com quem tu vai morar no castelo?
- Com o meu Ruán!
Ruán é o colega preferido da Sophia na escola. Já vai fazer um ano que ela trocou de escolinha e desde que chegou lá, logo de cara o preferido foi ele. Tudo o que se conversa em casa sobre o que acontece na escola tem o Ruán no meio. E são sempre coisas boas, as brincadeiras mais legais, é pra ele que ela mais empresta os brinquedos que leva, enfim, tudo o que acontece de bom, envolve o Ruán. Nunca mencionamos a palavra namoro/namorado, ou algo parecido pra ela. Eu sempre comento que ele é um amigão, em como eles se dão bem, e ela concorda e reforça a amizade. Nas poucas vezes em que eu vou buscá-la na escola, já que quem busca é o pai, o Ruán sempre vem pra minha volta e fica meio que querendo puxar conversa. O menino é uma graça, um doce, as profis dizem que ele é muito da paz, que pra ele tudo tá bom. Deve ser por isso que a SoSô se afina tanto com ele, por ser um carinha bem tranquilo, que anda com as duas mãozinhas pra trás, como se fosse um mini adulto.
Muito bom ver minha filhota começando a criar seus laços de amizade, cultivando bons sentimentos e aprendendo a gostar de gente, exercício este que praticamos a vida toda.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Salve o teatro!
Nada mal para uma pessoinha de dois anos e meio já conhecer os três melhores teatros de Porto Alegre, né não? Um deles, eu mesma nem conheço ainda, o do Bourbon. Sophia se encanta no teatro, semanas antes já fica na expectativa. É bem legal ver os olhinhos dela arregalados olhando pro palco, só esperando pra ver o que vai acontecer. E eu, confesso, também sempre fico emocionada de ir com ela ao teatro. Sempre me emocionei com teatro, com toda magia que ele nos proporciona. Lembro que a primeira peça que eu assisti foi Pluft, o Fantasminha. Sophia já carrega 5 peças em seu currículo:
Backyardigans: ela tinha menos de 1 ano quando fomos, foi na nossa cidade mesmo. Local meio improvisado, mas enfim, valeu mesmo assim.
Casa de Cultura Mário Quintana: assistimos um teatro de bonecos, era uma historinha sobre um lobo.
Thol: fomos assistir o Teatro de Bonecos do Grupo Thol no Teatro São Pedro, linda apresentação, roupas belíssimas, este grupo é maravilhoso.
Mágicas do Mickey: neste espetáculo ela foi só com o papai, foi no Teatro do Bourbon Country. Voltou pra casa encantada com as princesas.
Peixonauta: fomos neste último final de semana, só eu e ela, no Tetro do Sesi. Linda a montagem para o teatro do desenho. Belos bonecos, super bem feita a manipulação, trilha sonora linda.
Apesar de ser proibido gravar as peças, sempre gravamos uns pedacinhos. Estes filmezinhos nos rendem alguns minutos a mais na cama pela manhã, quando depois de mamar, a mocinha pede pra ver filmezinhos no celular.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Festinha no campo
Ontem fomos na festa de dois aninhos da Duda, filhota de amigos queridos. Não teve convite, daqueles de papel, foi um telefonema convidando cheio de vontade que fôssemos. Também não teve lembrancinhas na saída (aquelas, que estão tão na moda). Também não tinha música (sem Xuxa berrando!). Mas foi uma das melhores festas que fomos, e, sem sombra de dúvidas a que a Sophia mais se divertiu. Festa no campo, muita grama pra correr, mas muita mesmo. Árvores e mais árvores, cavalos, cachorros, e muito passarinho cantando. A Sophia não parou de correr pelo pátio da casa, adorou ver os cavalos, catar galhos e se esconder. E amou comer "salgaldinho preto", traduzindo: brigadeiro. Na volta pra casa capotou no carro ao som do Tempo de Brincar:
" Peixinho,
Peixinho,
Cuidado com o rio
Ele tem segredos
que você nem viu..."
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Mamãe baixinha...
Enquanto eu trocava ela ontem a noite, Sophia olha pro móbile do Pablo pendurado no teto (que eu não alcanço!)
- Mãe, tu não alcança no Pablo?
- Não filha, a mãe não alcança.
- Então cresce, mãe!
- Mãe, tu não alcança no Pablo?
- Não filha, a mãe não alcança.
- Então cresce, mãe!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O primeiro tombo e a primeira ida ao Pronto Socorro
Sophia já levou vários tombinhos, mas sempre foram aqueles de cair, chorar e seguir o baile. Nem aqueles comuns tombos de bebê ela teve. Mas sábado passado nos deu um sustão, correndo com a dinda caiu de costas e bateu com a cabeça na calçada. E foi uma batida daquelas de fazer barulho e coração de mãe quase parar de susto. Quando fomos juntá-la do chão, no colo do pai, ela meio que revirou os olhos, e ver aquela expressão no rosto dela, me fez sentir o maior medo do mundo. Na noite anterior eu havia lido alguns capítulos do livro do nosso pediatra, e, um deles, era sobre o que fazer quando a criança bate com a cabeça. A recomendação principal dele: manter a calma. Isso foi quase impossível pra mim na hora, quanto mais eu tentava ficar calma, mais nervosa eu ficava. Felizmente o Antonio conseguiu se manter calmo por nós dois. Por sorte estávamos a menos de uma quadra do pronto socorro e fomos direto pra lá. Já na entrada o guarda disse que só uma pessoa poderia entrar com ela, o pai entrou enquanto eu fiquei fazendo o boletim. No atendimento também não queriam que entrássemos os dois. Mas eu nem cogitei não entrar, e entramos os dois. No final das contas, depois de fazer alguns exames de raio x, tudo bem com nossa pequena, nenhuma fratura. Observação de 24 horas e acordar de 2 em 2 horas após dormir. As 24 horas fecharam ontem e a pequena cabeça dura nem parecia que quase havia quebrado a calçada. Valeu papai do céu. Mas o susto na hora é tão grande, que mais parece um pesadelo.
*O livro do tio Alaxandre (Tem Filhos? Prepare-se para eles), que é o pediatra da Sophia desde sempre, acompanhou meu parto, é muito bacana, de linguagem simples e com os problemas nossos de casa dia, como por exemplo, bater com a cabeça. Sophia participou conosco da sessão de autógrafos do livro na semana passada e até tirou fotinho como o escritor!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O Pai e o Neruda
O pai da Sophia é um cara assim, me manda poemas de Neruda no meio de uma tarde primaveril de terça-feira, e me deixa com cara de boba, rindo à toa...
Depois de tudo te amarei
como se fosse sempre antes
como se de tanto esperar
sem que te visse nem chegasses
estivesses eternamente
respirando perto de mim.
Perto de mim com teus hábitos,
teu colorido e tua guitarra
como estão juntos os países
nas lições escolares
e duas comarcas se confundem
e há um rio perto de um rio
e crescem juntos dois vulcões.
Perto de ti é perto de mim
e longe de tudo é tua ausência
e é cor de argila a lua
na noite do terremoto
quando no terror da terra
juntam-se todas as raízes
e ouve-se soar o silêncio
com a música do espanto.
O medo é também um caminho.
E entre suas pedras pavorosas
pode marchar com quatro pés
e quatro lábios, a ternura.
Porque sem sair do presente
que é um anel delicado
tocamos a areia de ontem
e no mar ensina o amor
um arrebatamento repetido.
Pablo Neruda
Depois de tudo te amarei
como se fosse sempre antes
como se de tanto esperar
sem que te visse nem chegasses
estivesses eternamente
respirando perto de mim.
Perto de mim com teus hábitos,
teu colorido e tua guitarra
como estão juntos os países
nas lições escolares
e duas comarcas se confundem
e há um rio perto de um rio
e crescem juntos dois vulcões.
Perto de ti é perto de mim
e longe de tudo é tua ausência
e é cor de argila a lua
na noite do terremoto
quando no terror da terra
juntam-se todas as raízes
e ouve-se soar o silêncio
com a música do espanto.
O medo é também um caminho.
E entre suas pedras pavorosas
pode marchar com quatro pés
e quatro lábios, a ternura.
Porque sem sair do presente
que é um anel delicado
tocamos a areia de ontem
e no mar ensina o amor
um arrebatamento repetido.
Pablo Neruda
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Dá pra pular a primavera?
- Mãe, eu quero ficar com o pé descalço.
- Não dá filha, ainda tá frio. Pé descalço só no verão.
- Eu quero ir pro verão!
- Não dá filha, ainda tá frio. Pé descalço só no verão.
- Eu quero ir pro verão!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O novo de novo
- Mãe, quero levar um dvd pra escola...
- Qual dvd filha?
- O novo.
- Mas filha, o novo já foi pra escola esta semana.
- Eu quero o novo de novo!
Simples assim.
À propósito: o dvd novo, que já não é mais novo (mas é o último que compramos), é o dvd do Palavra Cantada - Vem dançar com a gente. Delícia de dvd, Sophia adora, já sabe cantar várias musiquinhas e nos inspirou a redescobrir a bolacha de água e sal. Na gravidez eu comi tanta bolacha de água e sal que meio que enjoei. Sophia come palitinho integral ou bolacha maria. E o papai anda comendo bolacha de água e sal que dá gosto de ver, que nem quando a gente era criança: faz sanduichinho de bolacha com manteiga. Fofo!
Bolacha de água e sal
Gosto quando vou brincar na rua
Gosto quando encontro meu amigo
Gosto quando a mãe do meu amigo
Me oferece uma bolacha
De água e sal
Gosto de bolacha sem açucar
Gosto de bolacha sem recheio
Gosto de bolacha sem perfume
Gosto do que é normal
Uma bolacha de água e sal
É... uma coisa natural
É... barato e não faz mal
De qualquer marca
É tudo igual
Quando a gente está meio enjoado
Quando a gente está passando mal
Quando a gente fica aperreado
Bolacha de água e sal
Quando a minha avó era criança
Quando a vida era sempre igual
Lá na roça acordavam cedo
Pra comer bolacha de água e sal
Quando o meu avô era criança
Veio num navio de Portugal
A viagem ficou na lembrança
Só comiam bolacha de água e sal
O meu gosto é radical
Gosto porque é fundamental
Farinha, fermento, água e sal
Simplicidade, no trivial
Se um dia você for lá em casa
Pra brincar comigo no quintal
Vamos combinar um pic nic
Pra comer muita bolacha
De água e sal
- Qual dvd filha?
- O novo.
- Mas filha, o novo já foi pra escola esta semana.
- Eu quero o novo de novo!
Simples assim.
À propósito: o dvd novo, que já não é mais novo (mas é o último que compramos), é o dvd do Palavra Cantada - Vem dançar com a gente. Delícia de dvd, Sophia adora, já sabe cantar várias musiquinhas e nos inspirou a redescobrir a bolacha de água e sal. Na gravidez eu comi tanta bolacha de água e sal que meio que enjoei. Sophia come palitinho integral ou bolacha maria. E o papai anda comendo bolacha de água e sal que dá gosto de ver, que nem quando a gente era criança: faz sanduichinho de bolacha com manteiga. Fofo!
Bolacha de água e sal
Gosto quando vou brincar na rua
Gosto quando encontro meu amigo
Gosto quando a mãe do meu amigo
Me oferece uma bolacha
De água e sal
Gosto de bolacha sem açucar
Gosto de bolacha sem recheio
Gosto de bolacha sem perfume
Gosto do que é normal
Uma bolacha de água e sal
É... uma coisa natural
É... barato e não faz mal
De qualquer marca
É tudo igual
Quando a gente está meio enjoado
Quando a gente está passando mal
Quando a gente fica aperreado
Bolacha de água e sal
Quando a minha avó era criança
Quando a vida era sempre igual
Lá na roça acordavam cedo
Pra comer bolacha de água e sal
Quando o meu avô era criança
Veio num navio de Portugal
A viagem ficou na lembrança
Só comiam bolacha de água e sal
O meu gosto é radical
Gosto porque é fundamental
Farinha, fermento, água e sal
Simplicidade, no trivial
Se um dia você for lá em casa
Pra brincar comigo no quintal
Vamos combinar um pic nic
Pra comer muita bolacha
De água e sal
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Ao vivo lá em casa!
Lindo o último dvd do Arnaldo Antunes "Ao vivo lá em casa", cheio de poesia, clima de amizade, casa cheia, alegria, felicidade, músicas lindas.
No mesmo dia que comprei o dvd, passamos horas no parque brincando, aproveitando o belo dia de sol. Sophia sempre brinca com as outras crianças, vai chegando perto, se enturmando, interagindo. Mas naquele sábado ela estava diferente, subiu em alguns brinquedos mais altos, testou mais seus limites, se aventurou mais. Logo em seguida surgiu uma menininha vestida de Branca de Neve, Sophia logo fez amizade com ela, em pouco tempo com outro menino. Eu, aos pouquinhos comecei a me distanciar, vigiando de longe, mas dando pra ela a oportunidade de explorar aquele espaço, aquelas outras crianças e experimentar o doce gosto da liberdade. De vez em quando ela me olhava de longe e sorria, como que querendo me dizer que estava feliz. Parecia que ela agradecia aquele momento de liberdade e também dos nossos cuidados distantes, se sentindo livre e segura. Fiquei imensamente feliz de ver minha filha tão solta, tão livre, tão feliz.
No final do dia depois de assistir o dvd do Arnaldo em casa, me bateu o cansaço, mas era aquele cansaço de criança, de tanto brincar, um cansaço bom, o melhor que existe. Me senti tão feliz depois de assistir aquele dvd, mas também senti uma felicidade enorme por vivenciar estes momentos com a minha filha, seu crescimento, seu desenvolvimento. É como ficar olhando pra um botão de rosa e vê-lo abrir-se lentamente, se transformando em uma linda flor. E tudo isso acontecendo ao vivo lá em casa!
A casa é sua
Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar
Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar
Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Arnaldo Antunes
No mesmo dia que comprei o dvd, passamos horas no parque brincando, aproveitando o belo dia de sol. Sophia sempre brinca com as outras crianças, vai chegando perto, se enturmando, interagindo. Mas naquele sábado ela estava diferente, subiu em alguns brinquedos mais altos, testou mais seus limites, se aventurou mais. Logo em seguida surgiu uma menininha vestida de Branca de Neve, Sophia logo fez amizade com ela, em pouco tempo com outro menino. Eu, aos pouquinhos comecei a me distanciar, vigiando de longe, mas dando pra ela a oportunidade de explorar aquele espaço, aquelas outras crianças e experimentar o doce gosto da liberdade. De vez em quando ela me olhava de longe e sorria, como que querendo me dizer que estava feliz. Parecia que ela agradecia aquele momento de liberdade e também dos nossos cuidados distantes, se sentindo livre e segura. Fiquei imensamente feliz de ver minha filha tão solta, tão livre, tão feliz.
No final do dia depois de assistir o dvd do Arnaldo em casa, me bateu o cansaço, mas era aquele cansaço de criança, de tanto brincar, um cansaço bom, o melhor que existe. Me senti tão feliz depois de assistir aquele dvd, mas também senti uma felicidade enorme por vivenciar estes momentos com a minha filha, seu crescimento, seu desenvolvimento. É como ficar olhando pra um botão de rosa e vê-lo abrir-se lentamente, se transformando em uma linda flor. E tudo isso acontecendo ao vivo lá em casa!
A casa é sua
Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar
Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar
Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Arnaldo Antunes
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Que saco!
Como faço todos os dias quando a Sophia chega em casa da escola, ontem fui afofar ela, abraçar esmagar, beijar, até a criança ficar vermelha, e quando enfim eu solto liberto a criança, adivinhem o que ela me disse?
a- eu também tava com saudade mamãe
b- me abraça mais forte
c- me aperta mais
d- eu também te amo
e- que saco!
Resposta: letra e de ELEFANTE! Como assim? Que saco, aos dois anos, e sai andando carregando sua mochilinha! Olhei pro Antonio com cara de "que que eu faço". Ele olhou pra mim com cara de "viu só?". Respirei fundo, segurei o riso (achei engraçado, apesar de desesperador!). Deixei ela ir pra sala com a mochilinha e fui atrás:
- Filha, que foi aquilo que tu falou ali?
- ...
- falou que saco pra mãe? Não pode...
- é mãe, que saco!
- Não pode filha, não pode falar assim com a mamãe nem com ninguém, tá bom?
- tá bom mãe.
Beijo. Beijo.
Porque que aquele toco de gente, doce, meiga e fofinha falou "que saco"? Simplesmente porque eu, a mamãe, falo "que saco". É preciso muito cuidado com o que a gente fala perto das crianças, é preciso muito cuidado com tudo, o tempo todo: nossas ações, sentimentos, palavras. Orai e vigiai!
E como ela só vai ler isso daqui há alguns anos quando já entender perfeitamente que não deve falar "que saco" por aí, preciso confessar: foi engraçado ver ela usando a expressão correta pra situação.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
"Vamos sumir do urso, mamãe?"
A SoSô inventa umas brincadeiras bem legais. A última, e que a gente brinca váááárias vezes durante o dia, é de sumir do urso. O urso, é o papai. Na verdade é uma brincadeira tipo esconde-esconde, mas ela resolveu chamar de "sumir" do urso. Então estamos na sala fazendo qualquer coisa e ela olha pra mim com aquele sorrisão mais lindo do mundo e com carinha de malandrinha e diz "Vamu sumí do urso mamãe?". Daí a gente se esconde debaixo de uma mantinha e fica esperando o "urso" vir pegar a gente, se ele demorar a gente começa a cantar: "O urso não é de nada...". Daí o nosso urso começa a grunir e enche a gente de "cosquinha" e beijinho. De manhã quando o papai desce pra pegar a mamadeira também rola a brincadeira de sumir do urso, assim que ele desce, ela olha mim, sorrisão lindo, carinha malandrinha: "Vamu sumí do urso mamãe?". Às vezes fazemos umas variações da brincadeira: sumimos da ursinha (que é ela) ou da bruxa (que sou eu). Só não entendi porque que eu sou a bruxa e não a ursa!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
A televisão me deixou burro, muito burro demais!
A Sophia assiste pouca televisão; mais do que eu gostaria na verdade. Mas tenho conseguido diminuir, substituindo a tela por outras atividades. Hoje ela assiste no máximo uma hora e meia de televisão em casa por dia. Os programas são basicamente sempre os mesmos: Dora, A Aventureira e Ni Hao Kai-Lan pela manhã; à noite Angelina Ballerina ou Peixonauta. Isso em dias de semana, porque nos finais de semana a programação sempre muda. Nós também temos assistido menos televisão, não só para darmos o exemplo pra ela, mas também para compartilhar com ela das atividades (trabalhinhos, brincadeiras, caminhadas, etc, etc).
Quando ela assiste televisão sempre procuramos assistir junto com ela ou então estamos por perto conversando e comentando sobre o que ela está vendo.
![]() |
| Kai Lan e seu avô Yeye |
Um dos desenhos que eu mais tenho gostado é o da Kai Lan, por ter todo um contexto voltado a desenvolver as virtudes, valorização da amizade e uma coisa que é muito raro de se ver em programas infantis, que é a inclusão de um idoso, neste caso, o vovô da Kai Lan. A Kai Lan é uma chinesinha fofa, ensina às crianças palavras e expressões em mandarim, além de apresentar-lhes um pouco da cultura e dos costumes da China. Abre parênteses: a Sophia sempre repete as palavrinhas em mandarim que a Kai Lan ensina, uma fofice, fecha parênteses. Apesar de morar nos Estados Unidos, Kai Lan vive cercada pelos costumes chineses, aprendendo com sua família e amigos a explorar o mundo - um universo encantador e cheio de cores. Assim, ela aprende muitas coisas novas com o seu avô Yeye, que gentilmente guia a menina em suas descobertas. Amorosa, Kai-Lan possui uma forte ligação com os animais e sempre está disposta a ajudar os outros em momentos difíceis. Seus melhores amigos são Rintoo, um levado filhote de tigre; Tolee, uma pequena e amigável koala; Hoho, um macaquinho cheio de energia; e Lulu, uma alegre filhote de rinoceronte. A indicação do desenho é partir dos 2 anos.
Coincidência ou não, depois que a Sophia começou a assistir este desenho, tem se demonstrado mais solidária dividindo os brinquedos com os amiguinhos, deixando um pouco de lado o egoísmo que faz parte da idade. Atitudes estas que estão sempre presentes nas historinhas da Kai Lan
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Das músicas que quero te mostrar...
Pra Você Guardei O Amor - Nando Reis
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
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