terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Solidariedade: a gente vê por aqui...

- Mãe, que tu tá fazendo?
- Cocô, filha...
- Peraí, vou segurar a tua mão.
- Não precisa filha...
Ela sai do banheiro, busca um banquinho, senta na minha frente e segura as minhas mãos:
- O cocô já vai sair mãe, já vai sair!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Primeiro dia...

Hoje está sendo o primeiro dia sem fraldas da Sophia na escola. Há um bom tempo já estamos fazendo o desfralde em casa, bem devagarinho, sem pressa. Quando eu ia iniciar na escola houve a troca da professora dela, e como ela sentiu muito esta mudança, decidi esperar mais um pouco. Hoje arrumei uma bolsinha toda bonitinha, cheia de calcinhas dobradinhas pra ela levar, caso precise trocar durante o dia. Quando chegamos na escola hoje de manhã ela mostrou a bolsinha pra profi e disse: "Eu já tô bem menininha agora!". É verdade, minha bebezinha já está uma menininha. A felicidade de vivenciar cada processo, cada mudança que acontece com ela, é tão grande, mas tão grande, que transborda pelos meus olhos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Aplicando...

Tentativa de não ir pra escola hoje pela manhã:
- Acho que eu preciso ficar deitada mãe, porque eu tô gripadinha!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O castelo da Sophia

Tem uma igreja por a qual passamos com certa frequência, que a Sophia sempre diz que é o castelo dela. Ontem, voltando pra casa, e, passando pela tal igreja, tivemos o seguinte diálogo no carro:
- Olha mamãe, é o meu castelo, eu vou morar lá.
- É mesmo filha, e com quem tu vai morar no castelo?
- Com o meu Ruán!
Ruán é o colega preferido da Sophia na escola. Já vai fazer um ano que ela trocou de escolinha e desde que chegou lá, logo de cara o preferido foi ele. Tudo o que se conversa em casa sobre o que acontece na escola tem o Ruán no meio. E são sempre coisas boas, as brincadeiras mais legais, é pra ele que ela mais empresta os brinquedos que leva, enfim, tudo o que acontece de bom, envolve o Ruán. Nunca mencionamos a palavra namoro/namorado, ou algo parecido pra ela. Eu sempre comento que ele é um amigão, em como eles se dão bem, e ela concorda e reforça a amizade. Nas poucas vezes em que eu vou buscá-la na escola, já que quem busca é o pai, o Ruán sempre vem pra minha volta e fica meio que querendo puxar conversa. O menino é uma graça, um doce, as profis dizem que ele é muito da paz, que pra ele tudo tá bom. Deve ser por isso que a SoSô se afina tanto com ele, por ser um carinha bem tranquilo, que anda com as duas mãozinhas pra trás, como se fosse um mini adulto.
Muito bom ver minha filhota começando a criar seus laços de amizade, cultivando bons sentimentos e aprendendo a gostar de gente, exercício este que praticamos a vida toda.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Salve o teatro!

Nada mal para uma pessoinha de dois anos e meio já conhecer os três melhores teatros de Porto Alegre, né não? Um deles, eu mesma nem conheço ainda, o do Bourbon. Sophia se encanta no teatro, semanas antes já fica na expectativa. É bem legal ver os olhinhos dela arregalados olhando pro palco, só esperando pra ver o que vai acontecer. E eu, confesso, também sempre fico emocionada de ir com ela ao teatro. Sempre me emocionei com teatro, com toda magia que ele nos proporciona. Lembro que a primeira peça que eu assisti foi Pluft, o Fantasminha. Sophia já carrega 5 peças em seu currículo:
Backyardigans: ela tinha menos de 1 ano quando fomos, foi na nossa cidade mesmo. Local meio improvisado, mas enfim, valeu mesmo assim.
Casa de Cultura Mário Quintana: assistimos um teatro de bonecos, era uma historinha sobre um lobo.
Thol: fomos assistir o Teatro de Bonecos do Grupo Thol no Teatro São Pedro, linda apresentação, roupas belíssimas, este grupo é maravilhoso.
Mágicas do Mickey: neste espetáculo ela foi só com o papai, foi no Teatro do Bourbon Country. Voltou pra casa encantada com as princesas.
Peixonauta: fomos neste último final de semana, só eu e ela, no Tetro do Sesi. Linda a montagem para o teatro do desenho. Belos bonecos, super bem feita a manipulação, trilha sonora linda.

Apesar de ser proibido gravar as peças, sempre gravamos uns pedacinhos. Estes filmezinhos nos rendem alguns minutos a mais na cama pela manhã, quando depois de mamar, a mocinha pede pra ver filmezinhos no celular.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Festinha no campo

Ontem fomos na festa de dois aninhos da Duda, filhota de amigos queridos. Não teve convite, daqueles de papel, foi um telefonema convidando cheio de vontade que fôssemos. Também não teve lembrancinhas na saída (aquelas, que estão tão na moda). Também não tinha música (sem Xuxa berrando!). Mas foi uma das melhores festas que fomos, e, sem sombra de dúvidas a que a Sophia mais se divertiu. Festa no campo, muita grama pra correr, mas muita mesmo. Árvores e mais árvores, cavalos, cachorros, e muito passarinho cantando. A Sophia não parou de correr pelo pátio da casa, adorou ver os cavalos, catar galhos e se esconder. E amou comer "salgaldinho preto", traduzindo: brigadeiro. Na volta pra casa capotou no carro ao som do Tempo de Brincar:

" Peixinho,
Peixinho,
Cuidado com o rio
Ele tem segredos
que você nem viu..."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mamãe baixinha...

Enquanto eu trocava ela ontem a noite, Sophia olha pro móbile do Pablo pendurado no teto (que eu não alcanço!)
- Mãe, tu não alcança no Pablo?
- Não filha, a mãe não alcança.
- Então cresce, mãe!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O primeiro tombo e a primeira ida ao Pronto Socorro

Sophia já levou vários tombinhos, mas sempre foram aqueles de cair, chorar e seguir o baile. Nem aqueles comuns tombos de bebê ela teve. Mas sábado passado nos deu um sustão, correndo com a dinda caiu de costas e bateu com a cabeça na calçada. E foi uma batida daquelas de fazer barulho e coração de mãe quase parar de susto. Quando fomos juntá-la do chão, no colo do pai, ela meio que revirou os olhos, e ver aquela expressão no rosto dela, me fez sentir o maior medo do mundo. Na noite anterior eu havia lido alguns capítulos do livro do nosso pediatra, e, um deles, era sobre o que fazer quando a criança bate com a cabeça. A recomendação principal dele: manter a calma. Isso foi quase impossível pra mim na hora, quanto mais eu tentava ficar calma, mais nervosa eu ficava. Felizmente o Antonio conseguiu se manter calmo por nós dois. Por sorte estávamos a menos de uma quadra do pronto socorro e fomos direto pra lá. Já na entrada o guarda disse que só uma pessoa poderia entrar com ela, o pai entrou enquanto eu fiquei fazendo o boletim. No atendimento também não queriam que entrássemos os dois. Mas eu nem cogitei não entrar, e entramos os dois. No final das contas, depois de fazer alguns exames de raio x, tudo bem com nossa pequena, nenhuma fratura. Observação de 24 horas e acordar de 2 em 2 horas após dormir. As 24 horas fecharam ontem e a pequena cabeça dura nem parecia que quase havia quebrado a calçada. Valeu papai do céu. Mas o susto na hora é tão grande, que mais parece um pesadelo.

*O livro do tio Alaxandre (Tem Filhos? Prepare-se para eles), que é o pediatra da Sophia desde sempre, acompanhou meu parto, é muito bacana, de linguagem simples e com os problemas nossos de casa dia, como por exemplo, bater com a cabeça. Sophia participou conosco da sessão de autógrafos do livro na semana passada e até tirou fotinho como o escritor!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Pai e o Neruda

O pai da Sophia é um cara assim, me manda poemas de Neruda no meio de uma tarde primaveril de terça-feira, e me deixa com cara de boba, rindo à toa...

Depois de tudo te amarei
como se fosse sempre antes
como se de tanto esperar
sem que te visse nem chegasses
estivesses eternamente
respirando perto de mim.

Perto de mim com teus hábitos,
teu colorido e tua guitarra
como estão juntos os países
nas lições escolares
e duas comarcas se confundem
e há um rio perto de um rio
e crescem juntos dois vulcões.

Perto de ti é perto de mim
e longe de tudo é tua ausência
e é cor de argila a lua
na noite do terremoto
quando no terror da terra
juntam-se todas as raízes
e ouve-se soar o silêncio
com a música do espanto.

O medo é também um caminho.
E entre suas pedras pavorosas
pode marchar com quatro pés
e quatro lábios, a ternura.

Porque sem sair do presente
que é um anel delicado
tocamos a areia de ontem
e no mar ensina o amor
um arrebatamento repetido.

Pablo Neruda

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dá pra pular a primavera?

- Mãe, eu quero ficar com o pé descalço.
- Não dá filha, ainda tá frio. Pé descalço só no verão.
- Eu quero ir pro verão!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O novo de novo

- Mãe, quero levar um dvd pra escola...
- Qual dvd filha?
- O novo.
- Mas filha, o novo já foi pra escola esta semana.
- Eu quero o novo de novo!
Simples assim.

À propósito: o dvd novo, que já não é mais novo (mas é o último que compramos), é o dvd do Palavra Cantada - Vem dançar com a gente. Delícia de dvd, Sophia adora, já sabe cantar várias musiquinhas e nos inspirou a redescobrir a bolacha de água e sal. Na gravidez eu comi tanta bolacha de água e sal que meio que enjoei. Sophia come palitinho integral ou bolacha maria. E o papai anda comendo bolacha de água e sal que dá gosto de ver, que nem quando a gente era criança: faz sanduichinho de bolacha com manteiga. Fofo!

Bolacha de água e sal

Gosto quando vou brincar na rua
Gosto quando encontro meu amigo
Gosto quando a mãe do meu amigo
Me oferece uma bolacha
De água e sal

Gosto de bolacha sem açucar
Gosto de bolacha sem recheio
Gosto de bolacha sem perfume
Gosto do que é normal
Uma bolacha de água e sal

É... uma coisa natural
É... barato e não faz mal
De qualquer marca
É tudo igual

Quando a gente está meio enjoado
Quando a gente está passando mal
Quando a gente fica aperreado
Bolacha de água e sal

Quando a minha avó era criança
Quando a vida era sempre igual
Lá na roça acordavam cedo
Pra comer bolacha de água e sal
Quando o meu avô era criança
Veio num navio de Portugal
A viagem ficou na lembrança
Só comiam bolacha de água e sal

O meu gosto é radical
Gosto porque é fundamental
Farinha, fermento, água e sal
Simplicidade, no trivial

Se um dia você for lá em casa
Pra brincar comigo no quintal
Vamos combinar um pic nic
Pra comer muita bolacha
De água e sal

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ao vivo lá em casa!

Lindo o último dvd do Arnaldo Antunes "Ao vivo lá em casa", cheio de poesia, clima de amizade, casa cheia, alegria, felicidade, músicas lindas.
No mesmo dia que comprei o dvd, passamos horas no parque brincando, aproveitando o belo dia de sol. Sophia sempre brinca com as outras crianças, vai chegando perto, se enturmando, interagindo. Mas naquele sábado ela estava diferente, subiu em alguns brinquedos mais altos, testou mais seus limites, se aventurou mais. Logo em seguida surgiu uma menininha vestida de Branca de Neve, Sophia logo fez amizade com ela, em pouco tempo com outro menino. Eu, aos pouquinhos comecei a me distanciar, vigiando de longe, mas dando pra ela a oportunidade de explorar aquele espaço, aquelas outras crianças e experimentar o doce gosto da liberdade. De vez em quando ela me olhava de longe e sorria, como que querendo me dizer que estava feliz. Parecia que ela agradecia aquele momento de liberdade e também dos nossos cuidados distantes, se sentindo livre e segura. Fiquei imensamente feliz de ver minha filha tão solta, tão livre, tão feliz.
No final do dia depois de assistir o dvd do Arnaldo em casa, me bateu o cansaço, mas era aquele cansaço de criança, de tanto brincar, um cansaço bom, o melhor que existe. Me senti tão feliz depois de assistir aquele dvd, mas também senti uma felicidade enorme por vivenciar estes momentos com a minha filha, seu crescimento, seu desenvolvimento. É como ficar olhando pra um botão de rosa e vê-lo abrir-se lentamente, se transformando em uma linda flor. E tudo isso acontecendo ao vivo lá em casa!

A casa é sua

Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar

Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar

Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal

A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora

A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar

Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar

Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado

A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Arnaldo Antunes

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Que saco!

Como faço todos os dias quando a Sophia chega em casa da escola, ontem fui afofar ela, abraçar esmagar, beijar, até a criança ficar vermelha, e quando enfim eu solto liberto a criança, adivinhem o que ela me disse?
a- eu também tava com saudade mamãe
b- me abraça mais forte
c- me aperta mais
d- eu também te amo
e- que saco!

Resposta: letra e de ELEFANTE! Como assim? Que saco, aos dois anos, e sai andando carregando sua mochilinha! Olhei pro Antonio com cara de "que que eu faço". Ele olhou pra mim com cara de "viu só?". Respirei fundo, segurei o riso (achei engraçado, apesar de desesperador!). Deixei ela ir pra sala com a mochilinha e fui atrás:
- Filha, que foi aquilo que tu falou ali?
- ...
- falou que saco pra mãe? Não pode...
- é mãe, que saco!
- Não pode filha, não pode falar assim com a mamãe nem com ninguém, tá bom?
- tá bom mãe.
Beijo. Beijo.
Porque que aquele toco de gente, doce, meiga e fofinha falou "que saco"? Simplesmente porque eu, a mamãe, falo "que saco". É preciso muito cuidado com o que a gente fala perto das crianças, é preciso muito cuidado com tudo, o tempo todo: nossas ações, sentimentos, palavras. Orai e vigiai!
E como ela só vai ler isso daqui há alguns anos quando já entender perfeitamente que não deve falar "que saco" por aí, preciso confessar: foi engraçado ver ela usando a expressão correta pra situação.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"Vamos sumir do urso, mamãe?"

A SoSô inventa umas brincadeiras bem legais. A última, e que a gente brinca váááárias vezes durante o dia, é de sumir do urso. O urso, é o papai. Na verdade é uma brincadeira tipo esconde-esconde, mas ela resolveu chamar de "sumir" do urso. Então estamos na sala fazendo qualquer coisa e ela olha pra mim com aquele sorrisão mais lindo do mundo e com carinha de malandrinha e diz "Vamu sumí do urso mamãe?". Daí a gente se esconde debaixo de uma mantinha e fica esperando o "urso" vir pegar a gente, se ele demorar a gente começa a cantar: "O urso não é de nada...". Daí o nosso urso começa a grunir e enche a gente de "cosquinha" e beijinho. De manhã quando o papai desce pra pegar a mamadeira também rola a brincadeira de sumir do urso, assim que ele desce, ela olha mim, sorrisão lindo, carinha malandrinha: "Vamu sumí do urso mamãe?".  Às vezes fazemos umas variações da brincadeira: sumimos da ursinha (que é ela) ou da bruxa (que sou eu). Só não entendi porque que eu sou a bruxa e não a ursa!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A televisão me deixou burro, muito burro demais!

A Sophia assiste pouca televisão; mais do que eu gostaria na verdade. Mas tenho conseguido diminuir, substituindo a tela por outras atividades. Hoje ela assiste no máximo uma hora e meia de televisão em casa por dia. Os programas são basicamente sempre os mesmos: Dora, A Aventureira e Ni Hao Kai-Lan pela manhã; à noite Angelina Ballerina ou Peixonauta. Isso em dias de semana, porque nos finais de semana a programação sempre muda. Nós também temos assistido menos televisão, não só para darmos o exemplo pra ela, mas também para compartilhar com ela das atividades (trabalhinhos, brincadeiras, caminhadas, etc, etc).

Quando ela assiste televisão sempre procuramos assistir junto com ela ou então estamos por perto conversando e comentando sobre o que ela está vendo.

Kai Lan e seu avô Yeye

Um dos desenhos que eu mais tenho gostado é o da Kai Lan, por ter todo um contexto voltado a desenvolver as virtudes, valorização da amizade e uma coisa que é muito raro de se ver em programas infantis, que é a inclusão de um idoso, neste caso, o vovô da Kai Lan. A Kai Lan é uma chinesinha fofa, ensina às crianças palavras e expressões em mandarim, além de apresentar-lhes um pouco da cultura e dos costumes da China. Abre parênteses: a Sophia sempre repete as palavrinhas em mandarim que a Kai Lan ensina, uma fofice, fecha parênteses. Apesar de morar nos Estados Unidos, Kai Lan vive cercada pelos costumes chineses, aprendendo com sua família e amigos a explorar o mundo - um universo encantador e cheio de cores. Assim, ela aprende muitas coisas novas com o seu avô Yeye, que gentilmente guia a menina em suas descobertas. Amorosa, Kai-Lan possui uma forte ligação com os animais e sempre está disposta a ajudar os outros em momentos difíceis. Seus melhores amigos são Rintoo, um levado filhote de tigre; Tolee, uma pequena e amigável koala; Hoho, um macaquinho cheio de energia; e Lulu, uma alegre filhote de rinoceronte. A indicação do desenho é partir dos 2 anos.

Coincidência ou não, depois que a Sophia começou a assistir este desenho, tem se demonstrado mais solidária dividindo os brinquedos com os amiguinhos, deixando um pouco de lado o egoísmo que faz parte da idade. Atitudes estas que estão sempre presentes nas historinhas da Kai Lan

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Das músicas que quero te mostrar...

Pra Você Guardei O Amor - Nando Reis

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O teatro, o telefone e eu não quero ver este nenê!

Neste final de semana levamos Sophia para assistir o Circo de Bonecos do grupo Tholl. Foi muito especial. O grupo é lindo, o cenário é deslumbrante e o figurino lindo de doer. Sophia ficou com os olhinhos vidrados e embarcou no mundo da fantasia do circo e do teatro. Além de toda a beleza do espetáculo, Sophia teve a alegria de entrar pela primeira vez, aos dois anos de idade, no Teatro São Pedro, que é considerado um dos teatros mais lindos da América Latina. Acho que educação e cultura são os maiores legados que podemos deixar para nossos filhos. Apesar de quase uma hora e meia de espetáculo, Sophia só pediu pra sair quando faltavam uns dez minutos pra terminar, mas como queria esperar pra dar tiau pra bailarina, ficou na boa até o final. E na saída do teatro ainda tirou fotinho com a bailarina. Eu que sempre me emociono quando entro no São Pedro por toda a magia e energia maravilhosa daquele lugar, me emocionei mais ainda por estar lá com a minha filhotinha.
...
E ontem Sophia teve sua conversa de telefone mais demorada: quase 15 minutos. Ela que sempre conversa rapidinho, tipo: oi, beijo e tiau, ficou longos minutos de trololó com a prima Amandinha. Muito fofo ver ela conversando com a priminha, respondendo perguntas e já pedindo pra ir encontrar a prima.
...
Semana passada quis mostrar pra Sophia um vídeo que o Tony fez pro aniversário de um aninho dela. Um videozinho com fotos e vídeos desde o começo do nosso namoro, gravidez, barriga, ecos, nascimento, etc. Começamos a olhar o vídeo e eu ia explicando pra ela, e ela prestando atenção em tudo; mas quando chegou na parte do nascimento ela começou a chorar. Obviamente paramos o vídeo, mas minha pequena chorou ainda por um bom tempo. Me deu um aperto no coração de ver o sentimento que ela ficou... mas enfim acho que faz parte do processo de crescimento e quando ela estiver preparada, vai curtir ver o início de sua história.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A observadora...

Sophia brincando com um adesivo da Hello Kitty:
- A Hello Kitty não tem boca mãe!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O caso do primeiro cocô no vaso

Filha querida, em primeiro lugar a mamãe quer pedir desculpas por este post, pois talvez um belo dia tu estejas com o teu namorado, sentada no sofá da sala, mostrando toda orgulhosa pra ele (será, hein?): "Olha só o blog que a minha mãe escrevia pra mim quando eu era criança."  E provavelmente ele vai te perguntar: "Blog, o que é isso?". E assim vocês dois vão ler juntinhos os posts fofos que a mamãe fez com tanto carinho, e, de repente vão chegar exatamente neste post aqui onde a mamãe conta que... tãrãrããããã: ontem tu fez teu primeiro cocô no vaso! Uhuhuhuhu! Então filhota, desculpa aí, a mãe ficar contando isso aqui no blog. É que foi muita emoção filha. Coisa de mãe, sabe. O primeiro cocô no vaso a gente nunca esquece. Desculpa tá, a  mamãe nem vai entrar nos detalhes de como foi o processo ;-)
E quanto ao senhor, seu namorado, ri da minha filhinha não, que é capaz que a tua mãe também tenha blog.
By the way: "Claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Declarações

Ontem a noite:
Deitada entre eu e o Tony no tapete da sala:
- Eu tava com saudade de vocês.

No meu colinho antes de dormir:
- Tu é da minha vida mãe.
- Sou o quê da tua vida filha? O amor?
- Isso mesmo!

Hoje de manhã da minha cama:
- Eu te amo mãe.

Aguenta coração...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vai uma ajudinha aí?

Como as crianças nos colocam a prova o tempo todo, a duras penas vou descobrindo algumas manhas pra lidar com as manhas da pequena lá de casa. Sempre que a Sophia não quer fazer alguma coisa, tipo a noite quando não quer ir pro quarto pra dormir, porque brincar é muito mais interessante, eu convido ela primeiro pra me ajudar a fazer a mamadeira. Gol certo. Larga toda a birra e vem bem faceira me ajudar. E eu claro escolho tarefinhas pra ela: pegar a caixinha de leite no armário, segurar alguma coisa, ou simplesmete fico narrando pra ela o que eu estou fazendo em tom de contação de historinha. E essa coisa de ajudar tem sido redendora em várias situações, fez birra, eu logo convido pra me ajudar a fazer alguma coisa. Mas eu já havia começado com essa questão de envolver ela em algumas atividades antes, talvez por isso ela já esteja acostumada e o resultado seja positivo. O fato é que ela adora quando eu digo "Ajuda a mamãe...", ela pula na hora. Acho legal começar a envolver ela em pequenas atividades, quando ela ficar maiorzinha quero começar a incentivar ela na cozinha, nas preparações, aquela coisa de se sujar de farinha mesmo. Lembro quando eu era criança que eu também adorava quando a minha mãe ia fazer pão e me dava um pedacinho de massa. Eu amassava meus pãezinhos e depois quando ficavam prontos eu achava o máximo que eu que tinha feito. A criança gosta de fazer parte de tudo, acho super normal, super simples, apenas é preciso dar a ela o limite para este envolvimento.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O cara mais legal do mundo

Ele é inteligente. Tem um sorriso encantador. Deu o primeiro banho na Sophia. Dá banho todos os dias na Sophia e seca o cabelo dela com secador. Na hora de vestir a Sosô faz combinações de roupas bem estranhas, mas ela adora. Anda de bicicleta com a Sophia. Leva a Sophia e o Shermann pra pracinha. Baixa todos os filmezinhos que a Sophia adora. É carinhoso, paciente, amigo, companheiro, irresistível. Tem todo o jeito pra explicar. E tem o coração bom que só. Não, ele não é perfeito, me irrita muitas vezes. Mas sabe de uma coisa, não quero que ele mude nadinha, nadinha.
Sabe filha, ter ele como pai, é uma benção pra ti. Ter ele como marido é uma benção pra mim. Valeu Papai do Céu.
Parabéns Antonio pelo teu niver. Vida longa ao nosso lado.
Te amamos de montão.
Nell & Sosô

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Canção pra você


Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Vocé é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal

Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sobre solidão

Li outro dia em um blog de mãe sobre seu sentimento de solidão nas primeiras semanas após o nascimento do seu bebê. Em quase uma centena de comentários, todas as mães disseram compartilhar deste mesmo sentimento. Mas, que isso passa, assim pensa a maioria. Fazendo uma reflexão sobre o assunto, acabei indo um pouco além. Nas primeiras semanas de vida da Sophia eu também me senti muito perdida. A sensação de não dar conta, o não poder fazer outra coisa, aquele plantão 24 horas, é bem complicado mesmo, é trabalho duro. No meu caso, o papai tirou férias emendando com a licença paternidade e assim ficou no plantão comigo por quase um mês. Ajudou muito, é claro que não existe uma igualdade na divisão de tarefas, afinal o que o bebezinho mais faz é mamar e isso só eu podia fazer.
Mas voltando a reflexão pensei que a solidão de mãe vai além deste início. Sinto que tenho uma solidão constante em vários aspectos. E quando falo em solidão, não acredito que seja necessariamente uma coisa ruim. Solidão pra mim é compartilhar apenas comigo mesma alguns sentimentos. Por mais que eu fale sobre este sentimento com alguém, só eu sinto daquele jeito. A solidão precisa ser vivenciada e ao longo da vida vamos tendo várias experiências de solitude. Mas solidão de mãe é diferente. A solidão de mãe tem como objeto o filho. E o filho é o que há de mais sagrado. Quando me preocupo com a saúde, com a escola, enfim, estou só nesta preocupação. É claro que o pai se preocupa também, mas não na mesma dimensão e intensidade que eu. A mãe se preocupa muito mais, na gente é tudo maior. E não é porque eu ame mais do que o pai não, é porque aquele ser já foi ligado em mim, já se alimentou de mim, das minhas entranhas, se alimentou em mim. Esta ligação sim, é maior. Não melhor, apenas maior. Eu tenho sentimentos em relação a minha filha que ninguém mais terá, nem mesmo outra mãe, pois o que sentimentos pelo nosso filho, não sentimos pelo filho da nossa melhor amiga, mesmo que amemos muito aquela outra criança. O sentimento que temos pelo nosso filho é único, é maior que qualquer outro. E essa condição de amor gigante nos deixa solitárias com nossos medos, nossas angústias, nossas incertezas e até com as nossas alegrias. Ninguém vai se sentir tão feliz de ver minha filha desenhando círculos pela primeira vez como eu. Este sentimento é só meu. Só. Solitário.
Tem outro lado da solidão que eu experimentei e experimento depois de ter me tornado mãe. A solidão de amigos. Muitos se distanciaram, eu me distanciei também de alguns. Os motivos cabem a cada um. Mas isso hoje já não é uma dor, ou um problema, apenas uma realidade. As prioridades mudam, o funcionamento da vida vai mudando também. Algumas pessoas simplesmente não se encaixam em uma rotina com crianças, ou porque não gostam, ou porque não se sentem à vontade.
Antes de começar a namorar o pai da Sophia eu vivia uma fase muito só em minha vida, no entanto era uma fase muito feliz, muito tranquila. Aquele período todo me parecia cheio de significados, uma preparação e uma certeza de que um grande amor estava a caminho. Por isso a solidão não me incomoda, acho que ela é necessária. A solidão me acolheu e eu acolhi a solidão. Talvez, não ter lutado contra tenha sido uma boa escolha. Ter vivido isso me ajuda hoje a passar por minhas “solidões” de mãe com tranquilidade. Observo estes sentimentos, me redescubro com eles e me transformo. A cada dia vou crescendo um pouquinho e me preparando melhor pra essa empreitada maravilhosa (e difícil)que é ser mãe. Empreitada de ensinamentos, mas principalmente de muito aprendizado.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Boa de memória

Estava conversando com a Sophia sobre a escolinha outro dia quando ela me conta alguma coisa do “Gabriel Coutinho”.  Me espantei e perguntei: Gabriel o quê? Gabriel Coutinho, respondeu ela de novo. Fiquei meio sem entender. No dia seguinte em um outro papo ela falou do Gabriel, imediatamente eu perguntei pra ela: O Gabriel Coutinho? E a resposta: Não, o Gabriel Machado. Achei tão fofo e até meio assustador, como assim uma criaturinha de dois anos sabe nome e sobrenome dos coleguinhas? Eu já havia notado que ela é muito boa de guardar nomes porque sempre que eu levo ela na escola e chega junto outra criança, eu pergunto pra ela como é o nome do coleguinha e ela sabe. E às vezes eu confirmo com a profi e não dá outra, ela sempre fala o nome certinho. Até mesmo de crianças que não são da sala dela. Mas daí a saber o sobrenome... Então perguntei hoje pra supervisora se haviam dois Gabriel na sala e ela confirmou que sim, repeti os dois sobrenomes e ambos estavam certinho também, bem de acordo com a informação dada pela mocinha de dois anos. Mocinha antenada!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Check-up zinhos...

Esta semana Sophia fez a segunda consulta periódica ao dentista e a primeira com o oftalmo (indicação do pediatra após completar 2 anos).
Nas duas consultas essa guria foi uma fofa que só. Na segunda-feira na dentista sentei naquela cadeira dos horrores (mas ela ainda não sabe disso) com ela no meu colo. A dentista olhou, examinou, escovou com escovinha que faz aquele barulhinho dos horrorres (que ela ainda também não sabe disso). E Sophia ali feliz da vida. Ainda faltam 4 dentinhos pra nascer, uns que moram lá no fundão e que devem nascer até os 3 anos e meio. E os dentinhos que já nasceram estão todos fofos e felizes. Dentista ficou feliz também, elogiou os dentinhos, a escovação e o uso do fio dental. Êba! E hoje foi o dia do oftalmo (outro fofo!). Sentada no meu colo na frente do médico Sophia respondeu perguntas, tipo idade, nome e sobrenome. Ai meu Deuso! E o papai? Perguntou o médico. Sumiu! Respondeu a mocinha. Que lindos olhos azuis! O oftalmo examinou com luzinhas, lentes, teste com brinquedos e tal, e ela no meu colo, tri na boa. Fim da consulta devolve o brinquedinho pro médico, diz obrigada, tiau e bom trabalho. O médico fofo amou as fofuras. E eu também AMO AMO AMO.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Primeira pérola

Eu tentando convencer a Sophia a tirar o chinelinho pra colocar o tênis hoje de manhã:
- Filha, tem que colocar o tênis pra ir pra escola, não pode ir de chinelinho.
- Não qué!
- Chinelinho só se usa em casa filha: o Ruán só usa o chinelinho em casa, a Maria Olivinha só usa chinelinho em casa...
- Eu sou eu!

Te cuida Nietzsche!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Primeira noite sem você

Volta e meia leio por aí as histórias de mamães que viajaram pela primeira vez sem o filho. Pra quem não tem filhos talvez seja difícil entender qual a relevância deste tema. Até mesmo os papais às vezes não entendem o que significa pra mãe ficar alguns dias, ou mesmo um dia, longe do filho. Pois neste final de semana foi a minha vez de ter esta “primeira vez”. Fomos até a fronteira fazer compras no final de semana e decidimos deixar a SoSô em casa porque achamos que encarar maratona de free shop com ela não seria uma boa idéia. E não é mesmo. Sophia ficou em casa toda rodeada de amores: dinda Rafinha, Dudu, Mano, Vovó e tia Sônia. Reza a lenda que não chorou nenhuma vez, exceto ontem a tarde quando o Mano foi embora. Mas também pudera né, ficou rodeada de pessoas que ela ama. Eu que quase morri de saudade em uma noite e dois dias distante. Ela pedia pra ligar pra mim enquanto estávamos fora, daí a gente conversava no telefone e em uma das ligações ela me disse: “Vem pra casinha mamãe!”. Coisa fofa essa minha filha. Quando chegamos em casa ontem, no finalzinho da tarde, ela se jogava ora no meu colo, ora no colo do papai, cheia de saudade, que nem a gente.

No final das contas é muito bom saber que mesmo que precisemos ficar distantes, e isso acontecerá muitas vezes em nossas vidas, estaremos sempre conectadas e com o mesmo amor imenso que sentimos. E quando voltarmos pra casa, abraços apertados e amorosos falarão por nós.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre niver, cinema e coelhinho

Pra começar preciso dizer que ela tem o melhor cheiro que eu já senti na vida. Nem o perfume francês mais caro do mundo se compara ao cheirinho de anjo que ela tem. Quando ela era bem bebezinha descobri que o cheirinho que saia da boquinha dela quando ela bocejava também era a coisa mais boa. Então, cada vez que eu percebia que ela ia bocejar eu chegava bem pertinho pra sentir aquele cheirinho. Que delícia! Até o cheirinho de chulé que ela tem é bom.
Ela adora cantar e sempre me convida pra dançar com ela. Ela faz perguntas com ponto de interrogação no final. Ela adora passear, correr e olhar pra lua. Ela adora mexer no meu cabelo, tem um sorriso maroto e dá gritinhos de alegria. Essa linda menininha Sophia fez 2 aninhos no dia 17 e estes são os dois anos mais felizes da minha vida. Parabéns e obrigada filha amada!
...
SoSô, este ano, assim como no ano passado, fizemos tua festinha em casa. Tudo muito simples, tudo cheio de amor. A mamãe fez bandeirinhas de tecido costuradas a mão, a dinda fez pizza e bolinho de cenoura. Teve um bolo delicioso de frutas com ricota, frutinhas e tomatinho cereja que tu adora e outras coisinhas de aniversário. Suco de todas as frutinhas (não, não teve refrigerante!). Mas muito suquinho e chá gostoso. Domingo o dia amanheceu bonito depois de vários dias de chuva. Então, arrumamos tudo bem bonito no quintal, mesas com toalhinhas, flores e bandeirinhas. Mas o Papai do Céu achou que deveria abençoar este dia tão especial com uma chuvinha benfazeja. E assim, depois que estávamos com tudo arrumadinho, caiu aquela chuva. Chuva, chuvisco e chuvarada... Então nossa festa foi a festa dos amontoadinhos, foi todo mundo pra dentro de casa, até o escorrega. Mas foi muito divertido, a criançada correu a beça, e, tu filha brincou e se divertiu de montão até o final.
E durante a semana ainda teve festinha na escolinha com os coleguinhas, que foi também muito legal!
...
Sábado passado foi a estréia da SoSô no cimena. Afinal de contas uma menininha que já tem dois anos de idade, já pode ir ao cinema: com o papai, a mamãe e a prima Mariana. Pensei que ela não fosse assistir o filme inteiro, fosse ficar impaciente e tal. Mas foi muito legal, ela viu todo o filme, se comportou super bem e comemos muita pipoca. O filme foi Hop – Rebelde sem Páscoa. Muito fofo. Assistimos o filme na véspera da Páscoa e como na escolinha já haviam trabalhado este tema a semana toda, a SoSô já estava bem familiarizada. Até porque no sábado ela me ajudou a enfeitar a cestinha pro coelho deixar os presentinhos. E no domingo de manhã foi aquela festa quando ela encontrou a cestinha escondida. E o que ela mais gostou da cesta? A maçã, o potinho de massinha de modelar e os adesivos!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quase dois... Quase mil coisas novas.

Há menos de uma semana de completar seus dois aninhos de vida, Sophia parece querer atingir alguma meta tipo "eu faço muitas fofuras novas todo dia".
Na segunda-feira fomos ao pediatra pra consulta trimestral, pela primeira vez não houve choro com o tio Alexandre. Pelo contrário, sentadinha no meu colo enquanto falávamos sobre alimentação ela solta pra ele: "Eu comei frutinha" = eu comi frutinha! Pra completar a fofurice, ela deu beijinho no médico na hora de ir embora, dizendo "Tiau, até mais".
Eu que saí encantada com o comportamento dela no pediatra só me desencantei quando fomos atravessar a rua, o Tony com ela no colo, nós três na faixa de segurança, sinal vermelho e um carro acelera pra cima da gente. Ninguém se machucou (valeu anjinho da guarda!). Eu caí no choro por causa do susto, meu peito doeu e a Sophia falou: "Tá chorando... não foi nada mamãe."
No sábado iniciamos o treinamento oficial do piniquinho (ou piquininho, como ela diz) e o treinamento já tá rolando na escolinha também, sem nenhuma pressão, natural e divertido, e só começou porque ela mesma pediu com seus sinais.
Uma das fofuras mais fofas desta semana que eu achei é que ela começou a falar no plural: chegamos, brinquedos, bonecas e por aí vai. E não contente, desde ontem ela começou a usar barbaridade, palavrinha tradicional aqui nos pampas, mas lá em casa normalmente usamos apenas o Bah! (que ela também usa), mas vai ver prefere as palavras inteirinhas. Sua frase preferida agorá também é "Mas que coisa séria...". Acordando o papai esta semana: "Acorda papai, acordaaaa... mas que coisa séria". E semana passada ela pegou a bolsa da yoga do papai, colocou no ombro e largou: "Vou trabalhar, tiau". E na linha de imitação do pai, agora sempre que bota o boné, diz que vai correr!
Eu é que tenho que correr pra alcançar tanta novidade...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Estrela, Estrela

Estrela, Estrela - Vitor Ramil

Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer

Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se é

No corpo nu
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos

E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer

É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs

Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui

Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão

Eu canto e sei
Que também me vês
Aqui, aqui
Com essa canção

Para Sophia, minha amada estrelinha.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Voltando...

Filha, esta foi a segunda vez que viajamos de férias contigo. Ano passado tu ainda não caminhavas, então não aproveitamos muito. Mas este ano foi maravilhoso. Nos divertimos muito juntos, brincamos a beça, muita água, muita folia. Foi também teu primeiro vôo, quase 12 horas pra ir e mais doze pra voltar, contando com as escalas. Mas tu foi um doce minha linda, não incomodou, não passou mal, até no avião foi só folia. Não estranhou o lugar, nem o berço do hotel, nem a comida, ficou feliz com tudo, e eu e o papai mais ainda. Guriazinha parceirona!

Em nossas idas pra dar pãozinho pros peixinhos no mar, tadinhos deles, quase que não comiam nada, adivinha quem comia a comidinha deles? Além dos peixinhos, vimos muitos sapos, lagartinhos e carangueijos.

Na véspera da nossa viagem foi teu primeiro xixi no piniquinho e depois mais um lá no hotel, este já no vaso do banheiro: menininha fofa!
...
Ontem tu ganhou teu primeiro cachorrinho filha! Saimos pra dar uma caminhada no final da tarde e voltamos pra casa com um cachorrinho no colo: uns vizinhos fofos que te deram. O nome dele foi tu mesma que escolheu dentre as opções apresentadas: Shermann, mais conhecido como Shéman!

E agora bóra parar de escrever que a mamãe tá aqui bolando coisinhas fofas pra tua festinha de dois aninhos. E ontem enquanto eu costurava as bandeirinhas com teu nome, tu olhou pra elas, olhou pra mim e disse: Que lindo mamãe!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Férias!

Estamos indo molhar os pés nessa aguazinha aí ó... trocar uma idéia com os peixinhos... correr na areia e brincar de não fazer nada!

terça-feira, 1 de março de 2011

Momentinhos...


Isso já faz quase um mês: primeiro corte da Sosô no salão. Detalhe 1: mãozinha no joelho quase impaciente. Detalhe 2: bonequinha na outra mão.


Escolhendo livrinho...


Esse eu gostei!


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Belinha dormiu...

Esta semana, depois de meses doentinha, nossa cachorrinha Belinha nos deixou. Belinha foi uma guerreira que venceu os maus tratos e mesmo precisando se adaptar a andar só com patinhas traseiras, ela brincava feliz da vida. Lembro da primeira vez que a vi por foto, quando um colega de trabalho procurava por alguém que quisesse adotá-la. Ela estava com um olhar de medo e pavor. Mas logo que chegou na nossa casa se encheu de alegria e nos encheu de alegria também. Belinha esquecia que só podia contar com as patinhas traseiras e corria feito louca atrás dos gatos do vizinho. Belinha era toda charmosa com seu pelo dourado.
Belinha foi o primeiro bichinho de estimação da SoSô, que adorava ela.
Tiau Belinha! Era assim que a Sosô se despedia todo dia antes de ir pra escola...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mafalda com chuva

Final de semana com chuva e com criança dentro de casa é sempre muito bom pra testar até onde vai a criatividade dos pais para entreter a cria e fazer o tempo passar leve e alegremente.
Então no final de semana passado foi assim, depois de várias brincadeiras, dvds, de brincar de olhar a lesma caminhando pelo vidro da janela, de mostrar a chuva pra Sophia um milhão de vezes e dizer que não dava pra sair pra rua, de sair correndo atrás dela que fugiu pela porta, tive a brilhante idéia: "Filha, vamos ver o dvd da Mafalda?". E ela que é a mais parceirona pra qualquer coisa que a gente convide, gritou: "Vamô".
Imagine a cena: uma guriazinha de 1 ano e 9 meses (quase 10) sentada no puf na frente da tv, com uma mãozinha sobre um joelho e a outra sobre o outro, com seus olhinhos azuis vidrados na tv: "Mafolda mãe". E neste instante começou o amor da Sophia (ainda que não se saiba se passageiro ou não) pela Mafalda. Apesar de só chamar pela "Mafolda" ela fica vidrada nas peripécias do irmãozinho dela, o Guille, que é um bebezinho muito fofo e que apronta o tempo todo. Não se pode dizer que Mafalda seja exatamente para a faixa etária de um bebê, mas tampouco acredito que vá prejudicar minha filha (muito antes pelo contrário).
A Mafalda representa o anticonformismo da humanidade, mas ao mesmo tempo ela tem muita fé, e acredita em um mundo melhor e na sua geração. Odeia sopa, mas ama os Beatles. E como é fofa!
E assim, desde sábado passado não assistimos mais Galinha Pintadinha, nem Cocoricó, nem Patati Patatá. E ontem quando o Tony colocou a Sosô na cama pra dormir, antes dele sair do quarto ela perguntou por mim, pelo mano e... pela Mafalda.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ser mãe é...

Sentir a maior felicidade do mundo quando a cria se aprochega com os bracinhos estendidos e diz: "Cóinho da mamãe".

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amiguinhos...

Sophia está bem adaptada à nova escola (Ufa!). Já fez amiguinhos novos. Na escola anterior a melhor amiguinha era a Juju que entrou junto com ela na escolinha. Agora o melhor amigo é o Juán, ou como ela chama: Uán! A profi disse que eles não se desgrudam o dia todo. Desta vez minha pequeninha está preferinho os menininhos, além do Juán, ela chama pelo Mateus e pelo João. O João nem é da turma dela, é maiorzinho, mas como eles brincam juntos na pracinha, ela fez amizade com ele também.

E esta fotinho aí é da SoSô com o amado do Thomas, filhotinho da Ju, amiga amada que mora lá na terra dos cangurus. O Thomas é o bebezinho mais fofo e zen da Austrália, daqueles nenezinhos que não dá vontade de tirar do colo da gente.
Sophia e Thomas em sua primeira visita ao Brasil. Volta logo amiguinho!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ser mãe é...

Ter no seu banheiro um bando de patinhos amarelos te olhando com um olhar sinistro enquanto você toma banho!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E a birra chegou...

Sophia desde que nasceu é um daqueles bebezinhos raros: nunca mamou à noite (sim, eu disse NUNCA). Toma o último mamá por volta de oito e meia e dorme a noite toda, sem acordar (sim, eu disse SEM acordar) até o outro dia. Também sempre comeu super bem, comendo de tudo sem nenhuma frescura (entenda-se por tudo apenas alimentos saudáveis, ou seja, nada que viva em potes, pacotes ou garrafas). Mas, como tudo no mundo dos bebezinhos está o tempo todo em constante mudança, agora começou a fase da birra. É birra pra comer, é birra pra trocar a fralda, pra escovar os dentes, sem falar no festival de nãos.
Muita calma nessa hora. É sabido que a birra faz parte do desenvolvimento da criança, que é um processo de descoberta e de entendimento do mundo. É preciso muita paciência, firmeza e tranquilidade. Mas e quando a gente já tá pra lá de bagdá por mil e um outros motivos? Bom, lá em casa, quando um de nós dois chega nesse ponto o negócio é atirar a toalha e chamar o outro pra assumir a situação. E foi assim ontem no almoço e na janta da SoSô, o papai, que é o cara mais paciente do universo, ficou um bom tempo na lida com a bichinha pra comer porque eu já tava bem cansada. No final das contas deu tudo certo e como sempre ela nos ajuda a encontrar o limite dela e o nosso também.
Antonio e Sophia: A M O    M U I T O   V O C Ê S !!!

Novas da SoSô:
*Prestativa: eu estava tirando a louça da máquina e ela veio: Ajuda mamãe? Coisa mais querida, alcancei umas tampas de panela pra ela colocar em cima da mesa pra mim. Ficou toda faceira.
*Educada: dei um espirro e ela: Saúde mamãe. Ai meu Deuso!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tira e Tenta

De tempos eu tempos eu guardo alguns brinquedos da Sophia e assim vou fazendo um rodízio com eles, ela adora rever um brinquedo depois de um tempo, é como se fosse um brinquedo novo. Ontem fiz isso com um jogo de potes de encaixar que ela já tem há um tempo. Dito e feito: chegou em casa da escola e quando reviu os potes no cesto de brinquedos saiu gritando: Póti, póti!!!
Esses potes são muito legais, são doze peças coloridas, do grandão ao pequeninho, um cabe dentro do outro. E embaixo de cada um deles tem um bichinho desenhado. Foi uma diversão, primeiro ela dizendo o nome dos bichinhos: gato, cachorro, piu-piu, girafa, peixe, etc. Só o camelo que ela insistiu em chamar de cavalo, falei que ele era diferente porque tinha uma bola nas costas. Aí começou a tentar colocar os potes um dentro do outro. Pra ajudar fiz um mantrinha pra ela: tira e tenta, tira e tenta. Não é que funcionou. Quando o potinho era maior e não cabia, ela tirava e ia tentando pra ver em qual que ele cabia, sempre repetindo: tira e tenta, tira e tenta. E assim ela conseguiu encaixar os 12 potinhos bem direitinho umas três vezes. Só parou porque já era hora do banho pra dormir.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coisinhas de Sophia

Sophia pede “tina” (gelatina), pede “cóinho” (colo), diz “tiamu” (te amo). Sophia canta e dança Single Ladies da Beyoncé fazendo: ô ô ô ô! Sophia quer fazer “pula, pula” em cima da cama, em cima do sofá, em cima do puf. Ah, o puf! Sophia adora se atirar no puf. Sophia conta até dez do jeitinho mais lindo do mundo. Sophia pega o telefone e diz “Aiô” pra todo mundo que ela conhece. Sophia nana as bonecas, dá papá e manda elas sentarem (sentá!). Sophia fala “paizinho”, “mãezinha” e faz “cainho” (carinho). Sophia adora ir pra “ua” (rua), pra “pacinha” (pracinha) e pro “currega” (escorrega) e chamar os vizinhos no portão. Sai correndo e gritando pelo pátio como se toda a felicidade do mundo não cabesse dentro dela. Conversa com a Belinha, com as pedrinhas e com as flores. Adora apertar botões (“butão”), abrir torneiras e tomar banheiro de chuveiro cantando: chuveiro, chuveiro, não faz assim comigo...
Sophia come uva, melancia, mamão, banana e ama suco de laranja. Sophia se mata rindo de alegria quando chega a mamadeira. Sophia não desgruda do meu cabelo. Sophia fala “xuréqui” (Shrek) e já pára pra assistir filmezinho. Mas o que ela gosta mesmo é de muita música. Sophia quando se admira com alguma coisa fala um cumprido e gostoso: “Olhaaaaa...”.
Todo dia Sophia aprende. Todo dia Sophia ensina.