sexta-feira, 30 de julho de 2010

A melhor mãe do mundo

Você é. Sua vizinha também. A Maitê. A Malu. A Claúdia. Eu, naturalmente. Somos as melhores mães do mundo. Aliás, essa é a única categoria em que não há segundo lugar, todas as mães são campeães, somos bilhões de "as melhores" espalhadas pelo planeta. Ao menos, as melhores para os nossos filhos, que nunca tiveram outra.
Não é uma sorte ser considerada a melhor, mesmo se atrapalhando tanto? Mãe erra, crianças. E improvisa. Mãe não vem com manual de instrução: reage apenas aos mandamentos do coração, o que tem um inestimável valor, mas não substitui um bom planejamento estratégico. E planejamento é tudo o que uma mãe não consegue seguir, por mais que livros, revistas e psicólogos tentem nos orientar.
Um dia um exame confirma que você está gravida e a felicidade é imensa e o pânico também. Uau, vou ser responsável pela criação de um ser humano! A partir daí, nunca mais a vida como era antes. Nunca mais a liberdade de sair pelo mundo sem dar explicações a ninguém. Nunca mais pensar em si mesma em primeiro lugar. Só depois que eles fizerem dezoito anos, e isso demora. E às vezes nem adianta.
O primeiro passo é se acostumar a ser uma pessoa que já não pode se guiar apenas pelos próprios desejos. Você continuará sendo uma mulher ativa, autêntica, batalhadora, independente, estupenda, mas cem por cento livre, esqueça. De maridos você escapa, dos próprios pais você escapa, mas da responsabilidade de ser mãe, jamais. E nem você quer. Ou será que gostaria?
De vez em quando, sim, gostaríamos de não ter esse compromisso com vidas alheias, de não precisar monitorar os passos dos filhotes, de não ter que se preocupar com a violência que eles terão que enfrentar, de não sofrer pelas dores-de-cotovelo deles, de não temer por suas fragilidades, de não ficar acordada enquanto eles não chegam e de não perder a paciência quando eles fazem tudo ao contrário do que sonhamos.
Gostaríamos que eles não falassem mal de nós nos consultórios dos psiquiatras, que eles não nos culpassem por suas inseguranças, que não fôssemos a razão de seus traumas, que esquecessem os momentos em que fomos severas demais e que nos perdoassem na vezes em que fomos severas de menos. Há sempre um "demais" e um " de menos" nos perseguindo. Poucas vezes acertamos na intensidade dos nossos conselhos e críticas.
Mas é assim que somos: às vezes exageradamente enérgicas em momentos bobos, às vezes um tantinho ..na hora de impor limites. A gente implica com alguns amigos deles e adora outros e não consegue explicar por quê, mas nossa intuição diz que estamos certas. Mas de que adianta estarmos certas se eles só se darão conta disso quando tiverem os próprios filhos?
Erramos em forçá-los a gostar de aipo, erramos em agasalhá-los tanto para as excursões do colégio, erramos em deixar que passem a tarde no computador em véspera de prova, erramos em não confiar quando eles dizem que sabem a matéria, erramos em nos escabelar porque eles estão com olhos vermelhos (pode ser só resfriado), erramos quando não os olhamos nos olhos, erramos quando fazemos drama por nada, erramos um pouquinho todo dia por amor e por cansaço.
O que nos torna as melhores mães do mundo é que nossos erros serão sempre acertos, desde que estejamos por perto.
 
Martha Medeiros - extraído do livro Doidas e Santas da L&PM Editores.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SoSô na escolinha!

Com a galerinha!
Dando beijinho na profi.

Dando beijinho no Davi (essa o papai não gostou muito!)

No banho

Beijinho no José Francisco!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ah, a escolinha!

Atire a primeira pedra a mãe que não sinta algum tipo de culpa: culpa por não conseguir amamentar, culpa por achar que não está fazendo alguma coisa direito, culpa por sair e deixar o filho, ou a tão cruel culpa por levar o filho pra escolinha quando precisamos voltar a trabalhar.
A Sophia começou a ir pra escolinha com 5 meses. Decidimos que ela começaria algumas semanas antes do meu retorno ao trabalho. Durante o período de adaptação o bebê fica meia hora no primeiro dia e assim vai aumentando aos pouquinhos. Eu ficava esperando na secretaria da escola, bem ao ladinho do berçário. Sophia chorava lá dentro, eu chorava lá fora. Foi um pouquinho mais difícil pra nós porque a Sophia nunca tinha mamado na mamadeira, só no peito. Quando iniciou a escolinha, eu tirava o leite em casa e levava pra ela mamar na mamadeira na escola. Os primeiros dias foram bem difíceis, mas é sempre mais difícil para a mãe do que para o bebê. A criança se adapta muito rápido, eles precisam basicamente estar em um ambiente acolhedor, bem alimentados, de fralda trocada, com a roupinha certa, carinho e com a certeza de que ao final do dia o pai ou mãe irá buscá-los. Simples assim pra eles. Pra nós, principalmente para a mãe, nem tanto. É longo o processo de se estabelecer confiança nas pessoas que irão cuidar do que temos de mais precioso na vida. Só muito aos pouquinhos, e com muita paciência é que o coração vai ficando mais aliviado. Mesmo assim, sempre surgem certos dias onde tenho vontade de largar tudo. Mas estes dias tem sido cada vez mais raros. A Sophia adora a escolinha, fica e sai de lá feliz. Li uma matéria outro dia em que um psicólogo falava da necessidade dos problemas que enfrentamos na escolinha, que eles são a nossa preparação e do bebê para a vida. Concordo plenamente. Eu e o Tony somos super presentes, tanto no funcionamento da escola, desde ambientes, infra-estrutura, alimentação, pessoal, enfim, tudo. Sempre que achamos necessário nos reunimos com a diretora, com a profi ou com outro profissional de lá. O contato é permanente, diário, seja pela agenda, telefone ou pessoalmente.
Tirando as constates gripezinhas em função do contato com as outras crianças e também por este nosso clima frio, a escolinha tem sido ótima pra Sophia, no aspecto social e pedagógico a evolução é constante, e muito bacana de se ver.
Mesmo que mãe e culpa não se separem, vou achando aqui e ali caminhos para que a culpa se torne cada vez mais leve, para que os resultados positivos sejam sempre levados em conta e não fiquem escondidos em meus medos. A independência do filho que já se inicia tão cedo é um processo lindo de liberdade, de escolhas próprias. Já aprendi a deixar a Sophia levantar sozinha quando ela cai. Cresce ela. Cresço eu.

*Ontem a profi da escolinha tirou fotinhos da rotina da SoSô, hoje vai tirar mais. Amanhã já devo postar algumas aqui.

Beijokas.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sophia hoje no café da manhã

Mandando beijinho pra mim!

Tomando água...

Olhando pra lá...

Olhando pra cá!

Comendo pãozinho integral!

"É bom camarada
É bom camarada
É bom
É bom
     É bom..."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quatro Ponto Zero

Amanhã faço quarenta anos. Quase que nem havia me dado conta disso, não de que faço aniversário, e sim de que faço o 40º. Parece que mudar de dezena não será um grande marco, assim como foi quando fiz trinta, que foi pra mim um divisor de águas. Há 10 anos atrás acho que eu estava começando a colocar o pezinho na maturidade. Com alguns passos pra frente, alguns para trás de vez em quando, penso que quando fiz 30 anos ainda tinha muito a aprender e achava que já sabia tudo. Hoje apenas acho que ainda tenho muito para aprender e que será assim pelo resto dos tempos.
Talvez os quatropontozero não estejam chegando assim tão cheios de significados porque já estou vivendo uma fase “divisora de águas”, por assim dizer, que não está ligada a idade: a fase mãe. Ser mãe, o que definitivamente não é uma fase (ainda bem!), é um estado que muda e toma conta por inteiro da vida da gente. Sempre observei com olhos atentos, antes de ter a minha filha, um certo tipo de gente: as pessoas com filhos. Me parecia que de alguma maneira todas estas pessoas tinham coisas em comum, afinidades, segredos entre elas que não contavam a ninguém. Porque elas conversavam assuntos que só diziam respeito a elas, tinham as mesmas dúvidas, as mesmas alegrias, as mesmas tristezas. Eu olhava de fora com uma inveja (inveja sim, eu confesso), porque eu sempre quis muito ter um filho, e não achava justo eles esconderem aquilo tudo de mim. Exagero meu, é claro. Mas é inegável que pais e mães tem assuntos sobre filhos que definitivamente não interessam a quem não os tenha, e principalmente aos que não querem tê-los (opção esta que respeito muito). Falamos sobre coisas absurdamente malucas: bundinha assada, cocô mole, cocô duro, vômitos, febres, arrotos, choros, birras, melhor fralda, promoção de fralda, pomada, roupas que deixam de servir, escolinha, pediatra, leite empedrado, mamadeira, etc, etc, a lista é interminável. A quem mais poderia interessar falar sobre estas coisas, senão aos dedicados pais que procuram incansavelmente o que há de melhor para seus filhos?
Já não preciso mais sentir inveja de papais e mamães, pois me tornei mãe, dou meus pitacos, dicas quando alguém pede, mas também acho que cada um deve ter seu jeito, sua maneira de educar e conviver com sua criança. Cada família tem suas fórmulas, suas regras.
Lá em casa o mais importante é amar, dar carinho, estabelecer os limites e regras, e brincar muito, muito com nosso bebê.
Então, bem vindos e abençoados sejam os quatropontozero, com muita felicidade e agradecimento pelo lindo momento que vivo.

E ontem teve almocinho lá em casa com os amigos, comemoração do niver do Tony (dia 1), do meu (dia 20) e do nosso (dia 8 – 3 anos!).
Sophia adorou a função, brincou com todo mundo, dançou, sorriu, aprendeu a tirar o nariz com o Tio Paulo, distribuiu beijos, sorrisos e alegrias para nossa tarde. Foi massa. Foi mágico.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Palavrinhas

O repertório de palavras da Sophia aumenta a cada dia. É fascinante assistir a evolução do processo de comunicação das crianças. Quando bem bebezinhos é um choro pra cada coisa. Agora a cada dia é uma palavra nova, uma sílaba ou até mesmo um som diferente que sempre quer dizer alguma coisa, que tem seu significado próprio.
Ontem a Sophia falou Mãe pela primeira vez, até então eu era Mamama! Não foi um Mãe completo, faltou um M por ali, mas é lindo ver o esforço que ela faz pra falar a nossa língua. Algumas palavrinhas do vocabulário Sophiêz:
Mamu = Mano (Pedrinho)
Bobó = vovó
Kum = pão (esse ninguém nunca iria adivinhar!)
Aua = água
BiduBidu = Scoobidu
Totô = cocô
Pabú = Pablo (Backyardigans)

Amada da mamãe!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mais um dentinho

Está saindo mais um dentão na SoSô, um daqueles de cima bem grandões. Deve ter sido ele o causador dos febrões no último final de semana. Ufa, que sufoco, tivemos que entrar com antibiótico (pela primeira vez). Mas não tivemos outra opção, só sábado foram quatro febres. Que dó! E a bichinha mesmo com febre brinca, ri, não se entrega.
Neste final de semana teve visita da Dindinha Rafa: estávamos com muita saudade. Venho nos encher de alegria e ainda trouxe presentinhos fofos: calça de brim, camiseta rosa e All Star lilás! Volte logo Dindinha.
A mocinha esta semana está que nem aquela musiquinha: Ela só pensa em beijar, beijar, beijar, beijar! Atira beijinhos pra todo mundo, dá cada beijo estralado na gente, a coisa mais boa do mundo. A nova palavra da semana é “Não qué!”, acompanhada do balancinho negativo com a cabeça. Sophia está se comunicando muito bem, é inteligente, aprende rápido e repete muito também.
Sophia está feliz, está criança.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Semana da Sosô... (não é plágio a Semana do Jô!)

Esta semana a Sosô anda incomodada com os dentinhos que estão nascendo: um pouco de diarréia, irritação e denguinhos. Mas é assim mesmo, pra cada etapa um comportamento e ela vai nos dando os sinais de tudo o que está acontecendo com ela.

Agora ela chama o Mano o tempo todo em casa: MaMo MaMo. Ela adora o Pedrinho, cada vez que ele chega lá em casa os olhinhos de Sophia brilham e ela abre aquele sorrisão lindo.

Semanda passada o Tony baixou um cd do Patati Patatá pra ela, como eles já haviam ido na escolinha fazer show, a mocinha já conhecia os palhacinhos. Mas ficamos encantandos vendo que ela também já sabia cantar algumas musiquinhas. É muito fofinha, ela canta sempre a última sílaba de cada palavra, e a musiquinha da Dona Aranha ela canta e dança, fica andando em voltinhas com a cabecinha no ombro. Fofa, fofa, fofa! Nossa diversão de sábado de manhã: cantar e dançar Patati Patatá no tapete da sala. A musiquinha da Dona Aranha (que não me sai da cabeça o dia todo!) é assim – em negrito é como a SoSô canta:
A dona aranha
Subiu pela parede DI
Veio a chuva forte
E a derrubou BÔU
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a subir BI
Ela é teimosa
E desobediente TI
Sobe, sobe, sobe
E nunca esta contente TI
A dona aranha
Desceu pela parede DI
Veio a chuva forte
E a derrubou BÔU
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a descer
Ela é teimosa
E desobediente TI
Desce, desce, desce
E nunca esta contente TI

E hoje é NIVER DO TATATÁ!!! Uhuhuhuhu! Sophia já cantou parabéns de manhã cedinho, já fizemos montinho na cama em cima dele com o Pepê. Parabéns papai querido, você é o papai mais doce, amoroso, dedicado, lindo e inteligente do universo todinho. Te amamos muito, muito, muito. HummMã!