terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Iniciando a carreira solo...

E um belo dia, aquele bebezinho que até ontem era um serzinho totalmente dependente, começa a comer sua comidinha sozinha...



Tudo, tudo, tudo!


E o resultado final é essa carinha toda lambuzada e um tantão de felicidade pela nova habilidade adquirida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Troca de Escolinha

Filha, esta semana começou a escolinha nova. Na segunda e na terça-feira foi uma hora e meia por dia na adaptação. A mamãe ficou lá o tempo todo, segurando tua mão e dando "cóinho" quando tu pedia. Só aos pouquinhos é que eu saia de perto. Ontem era pra ter sido o terceiro dia de adaptação, mas como no segundo dia tu já não quiz sair da escolinha e também não queria ficar na escolinha antiga, achamos que ontem já poderias ficar o dia todo. E ficou muito bem mesmo, comeu direitinho, dormiu soninho, brincou e quando eu e o papai chegamos pra te buscar, estava bem tranquila. E a mamãe ficou do lado de cá monitorando com a profi por telefone. Haja coração pra passar pela segunda adaptação: peguei gripe, tive dor de barriga, tosse e insônia. Mas tudo está ficando bem. Trocamos de escolinha porque gostamos mais da proposta pedagógica desta, o espaço físico é maior, arejado, muita luz, sol, tem hortinha, uma pracinha enorme com bastante terra pra ficar de mão pretinha, um pomar delicioso, um cavalinho pocotó bem feliz e uma tia Angélica que faz um papá cheiroso que só, daquelas tias com jeitinho da merendeira da escola que vamos guardar a lembrança pro resto da vida (eu ainda lembro da dona Lurdes que foi merendeira na terceira série, ainda sinto o cheirinho da sopinha que ela fazia e da passoquinha de amendoim!).
Então, que esta nova fase seja cheia de sorrisos grandes, brincadeiras gostosas, amigos queridos e liberdade pra tua imaginação voar, pra que teus pés pisem no chão e tuas mãos toquem teus sonhos. Porque o nosso maior sonho pra ti é que sejas simplesmente feliz.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Acabou chorare

Acabou chorare, ficou tudo lindo
De manhã cedinho, tudo cá cá cá, na fé fé fé
No bu bu li li, no bu bu li lindo
No bu bu bolindo
No bu bu bolindo
No bu bu bolindo
Talvez pelo buraquinho, invadiu-me a casa, me acordou na cama
Tomou o meu coração e sentou na minha mão
Abelha, abelhinha...
Acabou chorare, faz zunzum pra eu ver, faz zunzum pra mim
Abelho, abelhinho escondido faz bonito, faz zunzum e mel
Faz zum zum e mel
Faz zum zum e mel
Inda de lambuja tem o carneirinho, presente na boca
Acordando toda gente, tão suave mé, que suavemente
Inda de lambuja tem o carneirinho, presente na boca
Acordando toda gente, tão suave mé, que suavemente
Abelha, carneirinho...
Acabou chorare no meio do mundo
Respirei eu fundo, foi-se tudo pra escanteio
Vi o sapo na lagoa, entre nessa que é boa
Fiz zunzum e pronto
Fiz zum zum e pronto
Fiz zum zum

*A história desta música é tão fofa quanto ela. Foi gravada em 1970 pelos novos baianos (já foi considerado um dos 100 melhores discos da MPB pela revista Rolling Stones) e reza a lenda que Bebel Gilberto, que era criancinha na época, caiu e seu papai (João Gilberto) ficou preocupado com ela. Daí a menininha que misturava português com espanhol, para acalmar o papai falou: Acabou chorare papai! Querendo dizer que já estava tudo bem. Que fofura. Amo a versão gravada pela Adriana Maciel que além de ter uma doce voz, vem com gargalhadinhas fofas de um bebê.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Divagações de final de ano

Há um mês pra terminar este ano tantas coisas aconteceram e parece que foi tudo tão rápido. Nossa constante sensação dos tempos modernos, nossa eterna falta de tempo.
Sophia saiu do nosso colo e foi pro chão. Mas mesmo estando toda independente não tem um dia que não se grude nas minhas pernas pedindo um "cóinho". Canta e dança lindamente, o gosto pela música puxou de mim que adoro ouvir música e cantarolar.
É menina boa de boca, aí já puxou o papai que adora uma boa e farta mesa.
Sophia tem sono bom e tranquilo desde que nasceu, vai dormir cedo e só acorda na manhã seguinte. Assim também sou eu, meio bicho preguiça. Gosta de sua liberdade e seu espaço, dorme em seu quartinho desde o primeiro mês. Não foi preciso livros, nem choros, nem promessas. Foi natural e tranquilo de nossa parte e da parte dela.
Adora o mano e quando ele não está conosco pega o telefone e diz: Aiô, Pedro! Acho tão linda esta ligação dos dois que mesmo não morando juntos quando se vêm se conectam como irmãos que são e que muito se amam.
Sophia adora as vovós, o vovô, a bisa, os coleguinhas de escola, as dindas, as secretárias lá de casa e se apega fácil a todos que fazem parte da nossa rotina, chamando pelo nome, mandando beijos e dando seu delicioso "bom dia".
Arrumei mais tempo pra ficar com ela pela manhã e tem sido uma gostosura sua companhia matinal com suas risadinhas, brincadeiras e denguices. Sophia dizendo "vem brincar", "dá a mão", nos permite entrar em seu universo lúdico, colorido e feliz.
Sophia anda encantada com as luzes, bolas de Natal e com o "Nuel". A cada nova decoração que eu coloco na casa ela fica por instantes admirando extasiada de boquinha aberta como quem diz puxa, que lindo. E isso tem valido cada hora a mais que tenho ficado sem dormir a noite pra caprichar na decoração.
Bendita Sophia que ilumina tanto a vida da gente.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rapidinhas

Los caninos: de todos os dentinhos que já saíram na SoSô, os caninos foram os mais chatinhos e que deram a febre mais alta, quase quarenta. Mas já passou. E os dentinhos já apontaram, tão, tão fofinhos, minha pequena vampirinha. Se antes deles esta pequena já havia se tornado uma “tigrinha”, pedindo “cane, cane”, agora haja boi e vaca pra sustentar essa guria. Pobres papai e mamãe vegetarianos!
Pé de pitanga: nosso pé de pitanga depois da linda florada desandou a dar pitanga como nunca havíamos visto antes. Acontece que a Sophia ficou amiguíssima das “canga”. Chega da escola e quer comer todas, as que caíram no chão, as que estão no pé, com semente, sem semente. É lindo de ver: ela fica toda lambusada de vermelho, a roupa fica toda vermelha, e a gente também fica tapado de pitanga. Fotos disso? E quem é que consegue apanhar pitanga com uma mão, tirar a semente pra criança comer com a outra, segurar a criança pra não comer as pitangas do chão com a outra (?) e ainda tirar fotos?
Diálogo da manhã
Sophia acorda, vou até o quarto dela tirar ela do berço, papai desce pra fazer a mamadeira:
- Ó, o papai foi buscar o mamá, chama o mamá filha.
- Mamáááá´!
- Diz: vem mamá.
- Tony vem! (e ainda chama ele com a mãozinha!)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Imagens...

Da primeira florada do nosso Flamboyant. Floresceu bem na janela do teu quarto filha, que as flores tragam os pássaros, os pássaros tragam o canto e o canto traga a alegria e o sossêgo.


Das mãozinhas felizes.

De pezinhos sossegados.


De carinha de ÊÊÊÊÊ!

Da autonomia!

Meu primeiro piquenique no Zoológico!

Cadê a girafa?

Sopa mamãe? Eu quero "fijão"!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

FilosiAndo

Natália menina! Tu me lembrou do meu bom e velho blog de Filosofia, coitado já tão cheio de teia de aranha. Andava tão esquecida dele que fui lá ler um pouquinho, e... olha só filha amada: mamãe já te procurava muito antes de te imaginar ter.
...
No inverno de 2007 muitas coisas aconteceram: uma perda que depois se transformou em um ganho. Um amor que chegou, invadiu e ficou, e que se chama Antônio. Uma paixão que chegou e que também ficará, a Filosofia. Nossa história é recente mas já somos grandes amigas, eu e esta senhora. Sim, a Filosofia é a própria mulher. Palavras do professor de Medieval. E foi ele quem cutucou minhas idéias para criar este espaço aqui. Pensar e escrever. Remexer as idéias.
Trago de lá o post que escrevi sobre primeiro dia de aula.
Agora sigo por aqui, divagando por lugares diferentes.

Introdução ao Filosofar
Primeiro dia de aula. Me sinto feliz como se tivesse passado no vestibular pela primeira vez. Embora seja esta uma fase diferente, de escolhas maduras, sem obrigações, caminhos leves. Levo apenas o coração aberto e a pretensão de aprender. Um a um vamos nos conhecendo e nos reconhecendo uns nos outros. Nossos propósitos são muito parecidos, queremos mais, buscamos por. Da estudante de geologia apaixonada por seu curso, o ex-estudante de direito decepcionado com a ambição de seus colegas e professores, ele espera da Filosofia a nobreza do ser humano. Sim, queremos um mundo melhor, disse a moça formada em administração que quer ser professora e ajudar a re-construir a formação dos muitos jovens que perderam, junto com seus pais, o norte de suas vidas. Queremos pensar sobre a família. O que isso significa mesmo? Me interessei por Filosofia lendo livros pra minha filha mestranda, contou o empresário. No contra ponto, o garoto de vinte anos nos conta que sempre gostou de ler, mas como em sua casa existiam apenas livros religiosos, aprendeu então a vida de todos os santos. E que todos os santos filosofem conosco. Depoimentos carregados de verdades, sonhos e emoções. O rapaz baiano contou que foi pra São Paulo buscar a sorte, assim como fazem tantos outros que desacreditam da própria vida. Se perdeu por lá numa vida marginal; veio parar em uma clínica de reabilitação no sul do país. É preciso caminhar para ir longe. Hoje é ele quem ajuda os que ainda se perdem por aí. Veio buscar na Filosofia uma maneira de ajudar mais e melhor. Ajudar é preciso. Assim falou a jovem menina que já fez curso de mecânica, de teatro, massoterapia, e dá aula de catequese: porque se apaixona fácil por tudo. Ela ainda não conhece Nietzsche, mas aposto que vai se apaixonar por ele também. E assim começamos a pensar juntos este amor pela vida, este Philo-Amor pela Sofia-Sabedoria. Iniciamos aqui nossa busca por Sofia. Os frutos desta busca farão de nós um tanto mais responsáveis por dias melhores, por gestos mais lentos, por palavras sensatas, por idéias boas e justas. Que nossos sonhos cresçam e floresçam e que não percamos pelo caminho a essência do que viemos buscar; que esta busca seja plena, seja honesta, seja toda coração.

Continua...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A saudade da tetê...

Desde o primeiro mês de gravidez eu me preparei para a amamentação. Foi o meu obstetra quem orientou: usar uma esponjinha ou buchinha na hora do banho, esfregar bem o bico do peito. Ele precisa ficar bem áspero pra ficar bem resistente, e nada de cremes. Ah, e banho de sol nos peitos também é bom. Não tomei um banho sequer durante a gravidez sem fazer esse ritual. Não sei se foi a esponjinha, a vontade de dar de mamar, mas fui uma vaca leiteira daquelas de jorrar leite nas paredes no banheiro na hora de tomar banho. Tentei até doar leite pra um banco mas aqui na minha cidade não tinha. Mas a Sophia não se fez de rogada e mandou ver. Mamava na direita, mamava na esquerda, nunca fez pouco caso de nenhuma das duas. Depois desmaiava e se a gente dava uma mexidinha nela chegava a ouvir o barulho do leite na barriga. E assim foi direto no peito até os cinco meses. Quando ela começou a ir pra escolinha comprei uma bombinha, tirava o leite na hora do almoço e a noite, e congelava pra levar pra escola. Nosso freezer ficava cheinho de potinho de leite, parecia que a gente fazia picolé pra vender.
Com oito meses parei de mandar leite pra escola porque eu não tava mais dando conta de tirar leite na hora do almoço, era verão, um calorão... o mamá já tava ficando salgado de tanto suor. Entrei com o ninho integral e ela aceitou super bem. Continuaram as mamadas da manhã, chegada da escola e antes de dormir. Quando a Sophia completou um aninho decidi iniciar o processo de desmame. Resolvi que iria ser com muita calma e devagar, afinal seria uma mudança grande pra mim e pra ela. Comecei tirando a teta da noite, em uma semana ela já estava aceitando super bem a mamadeira. Esperei umas duas semanas e tirei a teta da manhã. A adaptação dela foi tranquila e assim ficou só a teta na chegada da escolinha. Ela chegava em casa e a primeira coisa era pedir a tetê. E eu dava. Nos primeiros dias é difícil, o peito enche, dói, vaza, bate a culpa: porque que eu tô botando fora esse leite?  Mas a natureza é radical (pelo menos foi comigo!): é mãe, tá amamentando? Então só vai querer fazer isso, esquece o resto. Mas o resto (e entenda-se por isso marido e vida íntima), não esquece da gente. Então foi assim, fiquei dando o peito uma única vez por dia quando ela chegava da escolinha, era minha melhor hora do dia, ela mal pedia e eu já botava o peito pra fora. Mas os filhos crescem... coisa de um mês, ela chegou em casa e foi brincar. Amor, a Sosô não pediu tetê! E minha pequena desmanou assim, tranquilamente. Voltaemeia, principalmente nos finais de semana, naquelas horas de manha ela pedia e eu falava pra ela que agora era só mamadeira, que a tetê acabou. E até hoje de vez em quando ela pede tetê, levanta a minha blusa, daí eu mostro o peito pra ela, digo que não tem mais, ela olha pro peito e diz: Cabô!!! Dá um beijo no peito, um tiau, tiau e vai brincar.
Amamentar foi uma das vivências mais lindas que eu tive na vida. Sinto saudades, muita. Mas entendi que aquele momento era o certo para parar, que seria muito bom para nós duas. E assim como a vida pede, encerra-se um ciclo pra começar um outro.
Fiz a minha escolha sempre conversando com o Tony, mas a decisão foi minha. Porque esta é uma decisão da mulher e cada uma deve fazê-la por si mesma, sem medo dos julgamentos (que virão, certo como um mais um são dois) e sem culpas. Mas é o coração de mãe, inundado de amor, que deve decidir.
Sem palavras...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Suprema Felicidade



Que bom sair e respirar um pouco de cultura. Belo filme do Jabor. Trouxemos dele uma frase pra ti filha, pra tua vida: A vida gosta de quem gosta dela!

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar...
(Futuros Amantes - Chico Buarque)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Santo Anjo

"Santo anjo do Senhor
meu zeloso guardador
se a ti me confiou a piedade divina
sempre me rege
me guarde
me governe
me ilumine
Amém."

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Livrinhos e Selinhos

A Cris divulgou esta promocão bacaninha do Itaú, é bem facinho: faz o cadastro e recebe em casa um kit com livrinhos para lermos com nossos pequenos. É só entrar aqui.
A Sophia adora livrinhos, comecei a comprar pra ela antes mesmo dela nascer. Aqui em Porto Alegre temos todos os anos a Feira do Livro, que é um evento bacanésimo (começa semana que vem, êba!). A Praça da Alfândega se transforma em um mundo mágico. E foi lá na feira do livro, grávida de uns 4 meses que iniciei a bibliotequinha da SoSô. Acho que o primeiro livrinho que eu comprei pra ela foi o Chapeuzinho Amarelo do Chico Buarque (lindo, lindo, lindo: o livrinho e o Chico!). Comprei também vários da Tatiana Belinky que é uma escritora infantil que eu adoro, e é dela uma frase que li que sempre me inspirou muito: "É preciso expôr a criança ao livro." Na biblotequinha da SoSô também tem muitos livrinhos da Clarice Lispector, que eu sempre li, desde adolescente. A Clarice escreve para crianças primorosamente, com muito respeito à inteligência dos pequenos e com uma delicadeza própria da grande escritora que foi. E temos, sim, sim, Monteiro Lobato, o mestre.

Ganhamos mais um selinho fofo da Cris e vamos deixá-lo bem à vontade aqui para quem quiser levar.


E pra terminar o post quero deixar um mundaréu de energias positivas e as melhores vibrações pro Theozinho que o Papai do Céu te abençoe, tudo, tudo vai dar certo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sophia é assim...



Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

***A carinha de cansada da lindinha foi por conta de um sábado cheio de atividades, curtido e aproveitado cada minutinho. E a última gracinha mais engraçadinha desta mocinha é que quando rola qualquer coisa que ela curte (música, comidinha, etc), ela faz Uhuhuhuhuhu. Mas não é um Uhuhuhuhu qualquer, ele vem acompanhado de uma dancinha: primeiro com a cabeça pra lá e pra cá, depois com os ombrinhos pra lá e pra cá, fechando com um reboladinha, daí ela junta tudo e faz Uhuhuhuhuhu de novo (fazendo biquinho). Sei lá, essa guria tá me deixando meio bobalhona!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mãe, mãe, mãe, manhê!

Pois é, lá em casa tá assim. Sophia me chama o tempo todo, só quer a mãe, isso já faz um mês mais ou menos. E olha que o papai dela é o pai mais fofo, participativo e brincalhão do mundo. O Renato parece que está passando por algo parecido. Hoje temos consulta trimestral e vamos conversar também sobre isso com o pediatra, depois conto. Não sei se todos os bebês passam por esta fase, mas é assim, no início a gente até acha bonitinho aquela sequência de Mãe, Mãe, mas logo se torna bem cansativo. Tenho procurado não ceder a estas chamadas ininterruptas, e, obviamente isso gera o choro, a rebeldia. E esta é a parte cansativa porque entra o trabalho do limite, paciência, etc, etc. Mas é necessário estabelecer este limite pra criança aprender a lidar com a frustração, saber esperar e entender que o mundo não gira em torno dela. E nós pais também precisamos aceitar que eles tem o direito de se rebelar, que isso é bom, mas não é o mesmo que desobediência e falta de educação. Li um pouco sobre os saltos de desenvolvimento e penso que talvez esta fase tenha um pouco a ver com isso, daí a importância de dosar o limite com muito carinho e conversa.
Por falar em salto, nesta última semana o da Sophia foi olímpico: repete todas as palavras que falamos, algumas que ela já falava, agora estão sendo pronunciadas corretamente: o cocô deixou de ser totô! Se esforça imensamente pra cantar as músicas como eu já comentei no post anterior. Tem sido trabalhoso e muito, muito maravilhoso. Amo muito tudo isso.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O que é O que é...

A coisa mais lindo do mundo?

É a Sophia, meu toquinho de gente, cantando Alecrim Dourado com o Papai:

Alecrim, alecrim dourado
que nasceu no campo sem ser semeado
foi o meu amoooor que me disse assim
que a flor do campo é o alecrim!

Falando o finalzinho de cada palavrinha da música e já sabe dizer amor, que ela fala mais ou menos assim: meu amôôô!!!

Meu alecrinzinho dourado!
.......................
Sarah!!! Obrigada pelo selinho: é o primeiro que ganhamos ;-)













Então vamos lá, nove coisas sobre mim:
Um: sou uma canceriana muito típica, choro fácil (muuuito mais depois de ser mãe), sou caseira, mãezona de todos, mas muito mais da Sophia, é claro.
Dois: adoro caixinhas, organizo tudo, separo por tamanhos, por cores e sabores. Meu marido acha isso muito angraçado (às vezes!).
Três: não sei viver sem música, adoro MPB, já subi no palco pra beijar o Chico Buarque e adoro ter feito isso. Sophia já ama música também, acho isso muito legal, cantamos muito juntas.
Quatro: antes de ser mãe eu sonhava em ser mãe. Hoje, eu amo ser mãe.
Cinco: tenho um marido maravilhoso que foi meu amigo por vinte anos antes de começarmos a namorar. Sim, é uma história louca. E linda também.
Seis: sou formada em administração de empresas há séculos mas cursei quatro semestres de filosofia, parei no quarto mês de gravidez e ainda não consegui voltar. Mas descobri que ser mãe também é pura filosofia.
Sete: sou chocólatra, chocolovers, comedora de chocolate compulsiva, ou qualquer outra coisa que denominne esse doce vício. Tenho sorte de não engordar (muito!).
Oito: não como carne e nem a maioria das coisas industrializadas, não tomo refrigerante e gosto de cuidar da minha alimentação e da minha filhota.
Nove: pratico yoga há vários anos e adoro.
Para receber o selinho:
Cris
Roberta
Ana Paula

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Piquenique


Sophia fazendo piquenique na escolinha ontem. A profi tirou várias fotos, mas em todas ela tá grudada nesta cesta que eu fiz pra ela levar. Espero que tenha dividido com os coleguinhas né filha...

Mas pelo jeito...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Das perguntas que virão – Parte 1: O palhacinho e a política

- Mãããe, o que é democracia?
- Democracia filha, é quando tu e o papai querem ver desenho na TV e a mamãe quer ver o jornal, daí o desenho vence porque vocês dois são a maioria.
- E eleição é o que mãe?
- Eleição é quando algumas pessoas se candidatam pra trabalhar para o país, daí como é muita gente querendo trabalhar, tem a votação pra escolher quem vai ganhar, lembra: o desenho ou o jornal?
- Mas tem que trabalhar muito mamãe?
- É, ter tem né filha, mas alguns não trabalham tanto assim...
- Mas mãe, trabalho não é coisa séria?
- É filha, é muito sério sim, é através do trabalho que construímos um mundo melhor e mais justo para todos.
- Mas se trabalho é coisa séria, porque as pessoas escolheram o palhacinho pra ir trabalhar lá mamãe?
- É que... sabe filha... essa nem a mamãe tem a resposta. Mas desculpa aí por a gente morar em um país que acontece coisas assim. Papai e mamãe estão se esforçando e pensando bastante pra escolher certinho, pra que quando tu crescer filha, o mundo esteja mais bonito, mais justo, mais feliz e mais colorido pra todo mundo. E com os palhacinhos lá no circo, que é o lugar deles, alegrando a criançada.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

1, 2, 3... conte comigo outra vez!

Umas das partes do nosso ritual com a Sophia antes de dormir é, quem vai dar a mamadeira senta na poltrona e o outro fica com a bebê no colo e conta: 1, 2, 3, e jááá! Ontem o Tony sentou na poltrona, eu com ela no colo, enquanto eu falava não sei o quê pra ele, ela começou: um, doisi, têis i jááá!
Tipo: já vou contando pra adiantar o esquema enquanto vocês terminam o papo de vocês.
Meudeusu!!! Coisa mais amada essa nenê.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sobre Febres, choros e culpas

SoSô passou o final de semana e ontem com diarréia, vômito e febre. Motivo: dentinhos ou virose, disse o pediatra. Minha bebezinha nunca tinha ficado tão atiradinha como desta vez, se aninhava no meu colo e ficava lá bem quietinha. E só queria o meu colo, o tempo todo. Devia existir uma lei que proibisse os bebês e todas as crianças do mundo de ficarem doentes. E eu como toda mãe, obviamente fiquei pensando será que dei alguma coisa pra ela comer que fez mal, será que foi na escolinha, será que foi porque parou de mamar no peito há 3 meses, o que será que será que eu fiz de errado? Culpa, culpa, culpa. Hoje quando levei ela pra escolinha, tinha mais uns dois ou três com o mesmo quadro: virose! Xô virose.

A parte difícil desse período quando eles ficam doentinhos é lidar com a manha: “deixa ela mexer, tá doentinha – disse a minha mãe”. Tá, tudo bem que vó não conta, mas tive que dar umas broncas nela mesmo dodói, porque só o fato de ficar 3 dias direto grudada em mim já deixa ela mais manhosa. A verdade é que os bebês fazem mais manha com a mãe mesmo, espertos que são, sabem bem quem tem o coração mais mole em casa. Ainda estou aprendendo a lidar com isso...

E eu que andava meio enciumada porque desde a semana passada a Sophia começou a chamar todo mundo de tia, inclusive eu e o papai, bem, nestes últimos dias ela deve ter falado Mãe pelo menos umas quinhentas mil vezes. E agora ela não tem mais falado Mamãe, é Mãnhê mesmo. E isso não tem preço.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Coisinhas...

Postezinho aos quarenta e cinco do segundo tempo pra não fechar a semana sem: êita semaninha corrida! Estamos todos bem com a graça de Deus. Segunda-feira foi feriado aqui nos pampas, eu e a SoSô passamos um dia bom bom de montão. Maridex foi trabalhar, eu e a mocinha fomos pra pracinha, corremos, jogamos bola, almocinho, soniiiinho até as 3 e meia juntinhas, abraçadinhas. Dilicia!
No final de semana teve avaliação da Sophia na escolinha, só elogios pra mocinha: "apesar de ser bem brabinha, é muito obediente e centrada!". Está interagindo bem com todos, comendo muuuuuuuuito bem e sendo feliz. Só não ficou tão feliz assim com a primeira visita ao dentista, mas isso já era de se esperar: a bichinha fez limpeza nos dentinhos. Que fofa!

Ontem fomos conversar com a profi porque há uns dois dias a Sophia começou a gritar com a boneca em casa: Deita, deita, aqui! Incrível como as crianças sempre nos contam tudo o que acontece de uma forma ou de outra. Chegamos a conclusão de que ela viu este comportamento em algum momento na escola. Só ficamos aliviados porque sentimos o quanto ela gosta da escolinha e fica feliz lá. Mas é preciso ficar de olho. Sempre.

Recadinho pra tia Cris: Cris esqueci de comentar um post teu sobre o choro do Bernardo na volta pra casa outro dia. A Sophia já teve uma fase assim também, um martírio dentro do carro. Daí comecei a usar alguns recursos que por enquanto estão dando certo: o mais certeiro é a bolacha, carrego sempre um potinho, pois minha criazinha adora roer. Outra coisa que deixa a SoSô totalmente zen é o cd do Patati Patatá, ela AMA! Fora isso, tem os brinquedinhos que às vezes ajudam também. Mas acho que foi mesmo uma fase de choradeira no carro, hoje tudo já se resolve com uma bolachinha Maria  ;-)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Essa, Essa!"

Amanhã Sophia completa 1 ano e 5 meses, ou seja, não tem nenhum ano e meio ainda, e adivinhem só? Ela já escolhe o que ela quer! Comprei umas faixinhas pro cabelo tão bonitinhas, mas ela quer usar sempre a mesma: "Essa, essa!". Põe essa aqui com a borboletinha filha! "Não, não. Essa, Essa!". E não há argumento que a faça mudar de idéia.
Lindo e assustador.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pose para o blog!

Mais uma da série: viva o rosa!

Detalhe da foto: o beicinho machucado foi por conta da mocinha teimosa despencar do segundo degrau da escada em um piscar de olhos. Não, não precisa chamar o conselho tutelar, a escada já está devidamente gradeada, recebeu um "poitão" (= portão).

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tarde de domingo

Filha, dá o controle pra mãe, não muda de canal tô vendo a Pantera cor de rosa...

Não, dá aqui pro pai, quero ver o desenho do Avatar...

Dá pra mamãe, dá.

Dá pro papai, filha.

Pra mãe...

Pro pai...

E Sophia coloca em um canal de trilhas sonoras e sai dançando pela sala com o controle remoto na mão, ignorando completamente NOSSA criancice.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos...

Cortei o cabelinho da SoSô! É, eu mesma sim. Não, não sou cabelereira. E tirando as minhas bonecas e minha própria franja, esta foi a primeira vez que cortei um cabelo. Sábado de noite estávamos dando banho nela, olhei aquele cabelinho já quase estilo chitãozinho na parte de trás, ela sentadinha na banheira brincando com os patinhos, olhei pro Tony: Bem que eu podia cortar o cabelo da Sophia, né? Claro, pode cortar! Fui lá, peguei a tesourinha e tac tac. Depois de cortar, coloquei as madeixas no lixo e ele olhou pra mim incrédulo: não vai guardar? Como assim guardar cabelo molhado? Daí me lembrei que normalmente as mães guardam as primeiras coisas que caem (ou saem) dos bebês. Sophia, filha querida, não guardei teu umbiguinho, porque achei que seria meio nojentinho. Não guardei tua primeira unha porque eu não vi onde ela saltou. E não guardei a primeira mecha de cabelo também. No dia seguinte até dei uma olhadinha no cesto do lixo, peguei o chumacinho de cabelo, até que já estava bem sequinho, mas ele era tão pequeninho que só de pegar já se desmanchou todo.
Vai se acostumando filha, mamãe não é lá muito tradicional. Acho que já deu pra notar, né. Quem sabe quando cair o primeiro dentinho...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sophia descobre Belinha

Esta semana a Sophia resolveu declarar seu amor pela Belinha. É claro que ela já curtia a Belinha, chamava de Au Au, mas esta semana todos os dias na chegada da escolinha ela dá oi pra Belinha, quer tocar nela, conversar, enfim, trocar uma idéia com nossa cã!
A Belinha tem idade incerta, quando eu a adotei ela havia sido recolhida de uma lata de lixo, com as duas patinhas da frente quebradas por seres humanos (????), mas ela não tá nem aí, caminha com as patinhas traseiras, superou e seguiu a vida com a gente. Quanto aos seres humanos que fizeram isso com ela...
Belinha no niver da SoSô
Bem, mas o que eu queria contar é que não só a Sophia descobriu a "Béinha", como a Belinha também tá adorando voltar a ser paparicada, pois desde que a bebê chegou eu não consegui mais me dedicar como antes pra bichinha (a cã). Agora, carinhos e atenções já estão sendo melhores divididos e Belinha volta a sorrir.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Almoço de domingo

Escolhemos um restaurantezinho meio metido a besta numa daquelas ruas chiquezinhas do Moinhos (pra não dizer a mais chique). Apesar de preferirmos um bom vegetariano na Redenção ou até mesmo um japa duvidoso na Osvaldo. Mas é que eu tinha meus cuponzinhos do peixeurbano. Devidamente acomodados após termos tirado tudo de bonitinho que tinha em cima da mesa pra Sophia não comer, não lamber, não quebrar, não atirar no garçom ou fazer qualquer outro lançamento a distância, fui servir uma saladinha enquanto o Tony segurava a onda e esperávamos o pedido. Quase que simultâneamente com a chegada do pedido, nossa doce bebê começa a se espremer até ficar vermelha, roxa, preta com bolinhas. Em seguida ela dá uma levantadinha de bundinha na cadeirinha pra se acomodar melhor, e lógico, conseguir mais espaço na fralda. Em seguida outra esprimida, agora acompanhada de um longo gemido e uma caretinha fofa que ela faz, quando faz. A estas alturas nossos chiques vizinhos de mesa olhavam, cochichavam, riam, desistiam de almoçar, enfim, cada um fez o que o seu coração mandou. E a Sophia fez um belo cocozão. Pra completar não tinha fraldário no restaurante chique. Tive que ir até o carro livrar o corpo daquela criança de todo o mal.
Abaixo restaurantes sem fraldário.
Sophia feliz e aliviada voltou pra casa nanando como anjo que é.
E nós no final, como sempre morremos de rir de tudo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Momentos de Sophia...

Eu e a teta. A teta e eu. Amo muito tudo isso!

Êba, cheguei na escola!

Me solta mãe, quero ver Papatá!
Me larga pai, quero ver Papati!

Papati Papatá

Aiiiii, eu amo eles!
Santa bagunça Batman.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Noite de Sophia

A Sophia ontem à noite assistindo o dvd do Patati Patatá, começou a dançar como sempre faz, mas acrescentou um movimento novo à dança: aquela abaixadinha com a bundinha (tipo dança da garrafinha, credo!). Nem acreditei, aquele toco de gente com 1 ano 3 meses! Quem ela pensa que é?
Só conseguimos morrer de rir pasmos diante de nossa pequena dançarina.
Detalhe, a estas alturas ela já havia levado dois hiper tombos: um na hora de sair da escolinha, que resultou num beicinho roxo e inchado e o segundo foi quando chegamos em casa, uma mega cabeçada na parede da cozinha que quase quebrou o azulejo. Pra fechar a noite, depois da dancinha da garrafa, mais uma cabeçadinha, desta vez de leve no sofá, o que nos fez encerrar a fatura e levar a pequena infante pro berço.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Frase

Sophia com o controle remoto na mão, na frente da tv, solta sua primeira frase de duas palavrinhas:
" Bota Papati "
Traduzindo: Bota Patati (dvd do Patati Patatá que assistimos aproximadamente 670 vezes neste final de semana).
É por isso que eu chamo
Minha flor, meu bebê!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

TaTaTa !!!

P a p a i,
Se eu já soubesse escrever iria fazer uma cartinha pra te dizer que eu te amo muito, muito, muito. Iria te falar também que eu não sei se tu és o melhor pai do mundo, mas se eu tivesse que escolher um pai no universo todinho, o escolhido seria tu. Queria escrever papai, que eu gosto muito do jeito que tu me explica a maneira certa de fazer as coisas, com tanto carinho e paciência. Que eu adoro quando chega a hora do banho porque a gente brinca bastante. Que eu te admiro quando te vejo lendo livros sobre a educação dos filhos querendo sempre fazer o melhor pra mim e para os meus irmãos. Da segurança que eu sinto quando tu pega a minha mão e quando tu me abraça. E sabe papai, quando a gente brinca juntos é a melhor coisa do mundo, é a parte do dia que eu mais gosto.
Ah papai, eu adoro também no final do dia quando tu vais me buscar na escolinha, minhas amiguinhas até já comentaram comigo outro dia lá na pracinha: “Nossa Sophia, que pai mais gatinho que tu tem”. E eu falei pra elas que além do meu pai ser lindo, também é muito inteligente, bondoso e divertido.
Eu adoro papai quando tu escolhe a roupa que eu vou colocar, a mamãe diz que não tá combinando, mas fica tudo muito mais colorido. Eu adoro quando tu faz careta, quando tu canta na hora de lavar a minha mão (“Lava outra, lava uma MÃO”), quando tu compra aquele monte de coisa pra mim pela internet: cadeirinha pra bici, capacete, joelheira, termômetro com infra vermelho, nebulizador com elefantinho cor-de-rosa, cadeira das princesas, DVDs dos Backyardigans, fraldinha mega confortável... tem umas coisas que eu nem sei pra que servem ainda, mas o que eu sei é que tudo é feito com muito amor.
Sorriso lindo de Papai lindo!
Papai, obrigada por ter me dado meu primeiro banho, por ter trocado minha primeira fralda, por ter me ajudado tanto para que eu aprendesse a caminhar, por ter me deixado cair e levantar sozinha, por fazer minha mamadeira de manhã, por me encher de beijinhos, por cantar pra mim, por me ensinar as palavrinhas, Ufa! tanta coisa legal que tu faz por mim: obrigada por ser este pai tão abençoado que eu amo do fundo do meu coraçãozinho.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Sophia e a Filosofia

A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio.
Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.
Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitará infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).

Gostamos da filosofia lá em casa. Tranquei o curso no semestre em que a Sophia nasceu (mas vou voltar!). Com o Antonio aprendo muito e sempre, filósofo nato que é. Desse nosso gostar do pensar e indagar, saiu o nome de Sophia, escolha minha (seria Ângelo se menino fosse, escolha do Antonio).
As crianças já são pequenos filósofos, perguntam muito e questionam tudo assim que aprendem a formar as frases. É fantástico. Nós também fomos assim um dia. Com o passar dos anos vamos aceitando as coisas prontas e por prequiça deixamos de questionar. Início do processo de emburrecimento, pois onde não há questionamento, não existem dúvidas, não surgem novas idéias, novas possibilidades, cores novas.
Espero ansiosa pela enxurrada de “porquês” da Sophia. Sei que para muitos não terei respostas (bendita internet), mas iremos sempre incentivá-la a levar a vida com filosofia, seja qual for a filosofia de vida por ela escolhida. Que tenha sempre amor, amizade e a sabedoria que traz em seu nome.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A melhor mãe do mundo

Você é. Sua vizinha também. A Maitê. A Malu. A Claúdia. Eu, naturalmente. Somos as melhores mães do mundo. Aliás, essa é a única categoria em que não há segundo lugar, todas as mães são campeães, somos bilhões de "as melhores" espalhadas pelo planeta. Ao menos, as melhores para os nossos filhos, que nunca tiveram outra.
Não é uma sorte ser considerada a melhor, mesmo se atrapalhando tanto? Mãe erra, crianças. E improvisa. Mãe não vem com manual de instrução: reage apenas aos mandamentos do coração, o que tem um inestimável valor, mas não substitui um bom planejamento estratégico. E planejamento é tudo o que uma mãe não consegue seguir, por mais que livros, revistas e psicólogos tentem nos orientar.
Um dia um exame confirma que você está gravida e a felicidade é imensa e o pânico também. Uau, vou ser responsável pela criação de um ser humano! A partir daí, nunca mais a vida como era antes. Nunca mais a liberdade de sair pelo mundo sem dar explicações a ninguém. Nunca mais pensar em si mesma em primeiro lugar. Só depois que eles fizerem dezoito anos, e isso demora. E às vezes nem adianta.
O primeiro passo é se acostumar a ser uma pessoa que já não pode se guiar apenas pelos próprios desejos. Você continuará sendo uma mulher ativa, autêntica, batalhadora, independente, estupenda, mas cem por cento livre, esqueça. De maridos você escapa, dos próprios pais você escapa, mas da responsabilidade de ser mãe, jamais. E nem você quer. Ou será que gostaria?
De vez em quando, sim, gostaríamos de não ter esse compromisso com vidas alheias, de não precisar monitorar os passos dos filhotes, de não ter que se preocupar com a violência que eles terão que enfrentar, de não sofrer pelas dores-de-cotovelo deles, de não temer por suas fragilidades, de não ficar acordada enquanto eles não chegam e de não perder a paciência quando eles fazem tudo ao contrário do que sonhamos.
Gostaríamos que eles não falassem mal de nós nos consultórios dos psiquiatras, que eles não nos culpassem por suas inseguranças, que não fôssemos a razão de seus traumas, que esquecessem os momentos em que fomos severas demais e que nos perdoassem na vezes em que fomos severas de menos. Há sempre um "demais" e um " de menos" nos perseguindo. Poucas vezes acertamos na intensidade dos nossos conselhos e críticas.
Mas é assim que somos: às vezes exageradamente enérgicas em momentos bobos, às vezes um tantinho ..na hora de impor limites. A gente implica com alguns amigos deles e adora outros e não consegue explicar por quê, mas nossa intuição diz que estamos certas. Mas de que adianta estarmos certas se eles só se darão conta disso quando tiverem os próprios filhos?
Erramos em forçá-los a gostar de aipo, erramos em agasalhá-los tanto para as excursões do colégio, erramos em deixar que passem a tarde no computador em véspera de prova, erramos em não confiar quando eles dizem que sabem a matéria, erramos em nos escabelar porque eles estão com olhos vermelhos (pode ser só resfriado), erramos quando não os olhamos nos olhos, erramos quando fazemos drama por nada, erramos um pouquinho todo dia por amor e por cansaço.
O que nos torna as melhores mães do mundo é que nossos erros serão sempre acertos, desde que estejamos por perto.
 
Martha Medeiros - extraído do livro Doidas e Santas da L&PM Editores.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SoSô na escolinha!

Com a galerinha!
Dando beijinho na profi.

Dando beijinho no Davi (essa o papai não gostou muito!)

No banho

Beijinho no José Francisco!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ah, a escolinha!

Atire a primeira pedra a mãe que não sinta algum tipo de culpa: culpa por não conseguir amamentar, culpa por achar que não está fazendo alguma coisa direito, culpa por sair e deixar o filho, ou a tão cruel culpa por levar o filho pra escolinha quando precisamos voltar a trabalhar.
A Sophia começou a ir pra escolinha com 5 meses. Decidimos que ela começaria algumas semanas antes do meu retorno ao trabalho. Durante o período de adaptação o bebê fica meia hora no primeiro dia e assim vai aumentando aos pouquinhos. Eu ficava esperando na secretaria da escola, bem ao ladinho do berçário. Sophia chorava lá dentro, eu chorava lá fora. Foi um pouquinho mais difícil pra nós porque a Sophia nunca tinha mamado na mamadeira, só no peito. Quando iniciou a escolinha, eu tirava o leite em casa e levava pra ela mamar na mamadeira na escola. Os primeiros dias foram bem difíceis, mas é sempre mais difícil para a mãe do que para o bebê. A criança se adapta muito rápido, eles precisam basicamente estar em um ambiente acolhedor, bem alimentados, de fralda trocada, com a roupinha certa, carinho e com a certeza de que ao final do dia o pai ou mãe irá buscá-los. Simples assim pra eles. Pra nós, principalmente para a mãe, nem tanto. É longo o processo de se estabelecer confiança nas pessoas que irão cuidar do que temos de mais precioso na vida. Só muito aos pouquinhos, e com muita paciência é que o coração vai ficando mais aliviado. Mesmo assim, sempre surgem certos dias onde tenho vontade de largar tudo. Mas estes dias tem sido cada vez mais raros. A Sophia adora a escolinha, fica e sai de lá feliz. Li uma matéria outro dia em que um psicólogo falava da necessidade dos problemas que enfrentamos na escolinha, que eles são a nossa preparação e do bebê para a vida. Concordo plenamente. Eu e o Tony somos super presentes, tanto no funcionamento da escola, desde ambientes, infra-estrutura, alimentação, pessoal, enfim, tudo. Sempre que achamos necessário nos reunimos com a diretora, com a profi ou com outro profissional de lá. O contato é permanente, diário, seja pela agenda, telefone ou pessoalmente.
Tirando as constates gripezinhas em função do contato com as outras crianças e também por este nosso clima frio, a escolinha tem sido ótima pra Sophia, no aspecto social e pedagógico a evolução é constante, e muito bacana de se ver.
Mesmo que mãe e culpa não se separem, vou achando aqui e ali caminhos para que a culpa se torne cada vez mais leve, para que os resultados positivos sejam sempre levados em conta e não fiquem escondidos em meus medos. A independência do filho que já se inicia tão cedo é um processo lindo de liberdade, de escolhas próprias. Já aprendi a deixar a Sophia levantar sozinha quando ela cai. Cresce ela. Cresço eu.

*Ontem a profi da escolinha tirou fotinhos da rotina da SoSô, hoje vai tirar mais. Amanhã já devo postar algumas aqui.

Beijokas.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sophia hoje no café da manhã

Mandando beijinho pra mim!

Tomando água...

Olhando pra lá...

Olhando pra cá!

Comendo pãozinho integral!

"É bom camarada
É bom camarada
É bom
É bom
     É bom..."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quatro Ponto Zero

Amanhã faço quarenta anos. Quase que nem havia me dado conta disso, não de que faço aniversário, e sim de que faço o 40º. Parece que mudar de dezena não será um grande marco, assim como foi quando fiz trinta, que foi pra mim um divisor de águas. Há 10 anos atrás acho que eu estava começando a colocar o pezinho na maturidade. Com alguns passos pra frente, alguns para trás de vez em quando, penso que quando fiz 30 anos ainda tinha muito a aprender e achava que já sabia tudo. Hoje apenas acho que ainda tenho muito para aprender e que será assim pelo resto dos tempos.
Talvez os quatropontozero não estejam chegando assim tão cheios de significados porque já estou vivendo uma fase “divisora de águas”, por assim dizer, que não está ligada a idade: a fase mãe. Ser mãe, o que definitivamente não é uma fase (ainda bem!), é um estado que muda e toma conta por inteiro da vida da gente. Sempre observei com olhos atentos, antes de ter a minha filha, um certo tipo de gente: as pessoas com filhos. Me parecia que de alguma maneira todas estas pessoas tinham coisas em comum, afinidades, segredos entre elas que não contavam a ninguém. Porque elas conversavam assuntos que só diziam respeito a elas, tinham as mesmas dúvidas, as mesmas alegrias, as mesmas tristezas. Eu olhava de fora com uma inveja (inveja sim, eu confesso), porque eu sempre quis muito ter um filho, e não achava justo eles esconderem aquilo tudo de mim. Exagero meu, é claro. Mas é inegável que pais e mães tem assuntos sobre filhos que definitivamente não interessam a quem não os tenha, e principalmente aos que não querem tê-los (opção esta que respeito muito). Falamos sobre coisas absurdamente malucas: bundinha assada, cocô mole, cocô duro, vômitos, febres, arrotos, choros, birras, melhor fralda, promoção de fralda, pomada, roupas que deixam de servir, escolinha, pediatra, leite empedrado, mamadeira, etc, etc, a lista é interminável. A quem mais poderia interessar falar sobre estas coisas, senão aos dedicados pais que procuram incansavelmente o que há de melhor para seus filhos?
Já não preciso mais sentir inveja de papais e mamães, pois me tornei mãe, dou meus pitacos, dicas quando alguém pede, mas também acho que cada um deve ter seu jeito, sua maneira de educar e conviver com sua criança. Cada família tem suas fórmulas, suas regras.
Lá em casa o mais importante é amar, dar carinho, estabelecer os limites e regras, e brincar muito, muito com nosso bebê.
Então, bem vindos e abençoados sejam os quatropontozero, com muita felicidade e agradecimento pelo lindo momento que vivo.

E ontem teve almocinho lá em casa com os amigos, comemoração do niver do Tony (dia 1), do meu (dia 20) e do nosso (dia 8 – 3 anos!).
Sophia adorou a função, brincou com todo mundo, dançou, sorriu, aprendeu a tirar o nariz com o Tio Paulo, distribuiu beijos, sorrisos e alegrias para nossa tarde. Foi massa. Foi mágico.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Palavrinhas

O repertório de palavras da Sophia aumenta a cada dia. É fascinante assistir a evolução do processo de comunicação das crianças. Quando bem bebezinhos é um choro pra cada coisa. Agora a cada dia é uma palavra nova, uma sílaba ou até mesmo um som diferente que sempre quer dizer alguma coisa, que tem seu significado próprio.
Ontem a Sophia falou Mãe pela primeira vez, até então eu era Mamama! Não foi um Mãe completo, faltou um M por ali, mas é lindo ver o esforço que ela faz pra falar a nossa língua. Algumas palavrinhas do vocabulário Sophiêz:
Mamu = Mano (Pedrinho)
Bobó = vovó
Kum = pão (esse ninguém nunca iria adivinhar!)
Aua = água
BiduBidu = Scoobidu
Totô = cocô
Pabú = Pablo (Backyardigans)

Amada da mamãe!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mais um dentinho

Está saindo mais um dentão na SoSô, um daqueles de cima bem grandões. Deve ter sido ele o causador dos febrões no último final de semana. Ufa, que sufoco, tivemos que entrar com antibiótico (pela primeira vez). Mas não tivemos outra opção, só sábado foram quatro febres. Que dó! E a bichinha mesmo com febre brinca, ri, não se entrega.
Neste final de semana teve visita da Dindinha Rafa: estávamos com muita saudade. Venho nos encher de alegria e ainda trouxe presentinhos fofos: calça de brim, camiseta rosa e All Star lilás! Volte logo Dindinha.
A mocinha esta semana está que nem aquela musiquinha: Ela só pensa em beijar, beijar, beijar, beijar! Atira beijinhos pra todo mundo, dá cada beijo estralado na gente, a coisa mais boa do mundo. A nova palavra da semana é “Não qué!”, acompanhada do balancinho negativo com a cabeça. Sophia está se comunicando muito bem, é inteligente, aprende rápido e repete muito também.
Sophia está feliz, está criança.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Semana da Sosô... (não é plágio a Semana do Jô!)

Esta semana a Sosô anda incomodada com os dentinhos que estão nascendo: um pouco de diarréia, irritação e denguinhos. Mas é assim mesmo, pra cada etapa um comportamento e ela vai nos dando os sinais de tudo o que está acontecendo com ela.

Agora ela chama o Mano o tempo todo em casa: MaMo MaMo. Ela adora o Pedrinho, cada vez que ele chega lá em casa os olhinhos de Sophia brilham e ela abre aquele sorrisão lindo.

Semanda passada o Tony baixou um cd do Patati Patatá pra ela, como eles já haviam ido na escolinha fazer show, a mocinha já conhecia os palhacinhos. Mas ficamos encantandos vendo que ela também já sabia cantar algumas musiquinhas. É muito fofinha, ela canta sempre a última sílaba de cada palavra, e a musiquinha da Dona Aranha ela canta e dança, fica andando em voltinhas com a cabecinha no ombro. Fofa, fofa, fofa! Nossa diversão de sábado de manhã: cantar e dançar Patati Patatá no tapete da sala. A musiquinha da Dona Aranha (que não me sai da cabeça o dia todo!) é assim – em negrito é como a SoSô canta:
A dona aranha
Subiu pela parede DI
Veio a chuva forte
E a derrubou BÔU
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a subir BI
Ela é teimosa
E desobediente TI
Sobe, sobe, sobe
E nunca esta contente TI
A dona aranha
Desceu pela parede DI
Veio a chuva forte
E a derrubou BÔU
Já passou a chuva
O sol já vem surgindo
E a dona aranha
Continua a descer
Ela é teimosa
E desobediente TI
Desce, desce, desce
E nunca esta contente TI

E hoje é NIVER DO TATATÁ!!! Uhuhuhuhu! Sophia já cantou parabéns de manhã cedinho, já fizemos montinho na cama em cima dele com o Pepê. Parabéns papai querido, você é o papai mais doce, amoroso, dedicado, lindo e inteligente do universo todinho. Te amamos muito, muito, muito. HummMã!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"Não" & "Ai"

As duas novas palavras de ordem no vocabulário da Sophia agora são: Não e Ai. O Não serve pra tudo: pra quando ela quer dizer sim, talvez e pra quando ela quer realmente dizer não. O não geralmente vem acompanhado de uma expressão séria, compenetrada, ela fica toda com ar de quem realmente sabe o que quer. Quer tetê Sophia? Não! E se gruda da teta! Sophia está provando aquele velho dito de que mulher quando diz não está querendo dizer sim. Já o "ai" está sendo usado muito bem dentro de seu contexto, sempre que a mocinha é contrariada, tipo quando vamos limpar o nariz, na troca de fraldas (ela não quer mais trocar a fralda, apego total!), nestes momentos começa aquela sequência interminável de ai, ai, ai... De acordo com o papai a pequena aprendeu o ai com a mamãe aqui. Toda vez que ela puxa meu cabelo (coisa que ela dora fazer) eu também solto meus "ais"! Fazer o quê né, não dá pra ser psicologicamente correto com as crianças o tempo todo. Ai, ai!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Primeiros Passos

Desde a semana passada Sophia ensaia seus primeiros passos em "carreira solo". E se diverte muito com isso. E nos divertimos também. Cai de bunda no chão e acha engraçado. Passos bem rápidos com a trilha sonora que o papai inventou: Téc Téc Téc! É muito legal ver a felicidade que ela fica de estar caminhando, começando a ficar independente. Descobre cantos, lugares e coisas que agora ela consegue tocar, mexer e fuçar sozinha. E fuça em tudo o que o bracinho esticado consegue alcançar. Às vezes acho que vamos ter que pendurar tudo no teto. Mas vamos aprendendo a dar limites a ela e a nós mesmos, limitando nossos "nãos" e dando a liberdade que ela precisa ter para se desenvolver e fazer suas descobertas. Pra mim é um aprendizado e um exercício constante. Eu que sempre fui mega organizada, agora procuro espaços vazios onde possa pisar no tapete da sala, algum cantinho onde não tenha uma bola, uma boneca ou outro brinquedo, dentre as centenas deles que lá estão. Bem vinda desorganização! Bendita desorganização. E assim o caos da sala vai me ajudando a curar a demasiada organização que sempre existiu dentro de mim. Os primeiros passos da Sophia me lembram que preciso continuar caminhando, escolher bons e melhores caminhos sempre.
"É preciso mudar a direção dos pés
Quando os velhos caminhos se esgotam
Os tempos não voltam!"

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sophia e nós...

Ter um bebê é uma experiência única, maravilhosa, surpreendente (a cada dia e a cada hora) e em alguns momentos assustadora.
Já no início aquele pequeno ser chega em casa e sem a menor cerimônia ocupa todos os espaços, mas todos mesmo, em cada canto se pode avistar os sinais que ali mora um recém-nascido: fraldas descartáveis no sofá, na cama, na cozinha e em todos as lixeirinhas da casa. Fraldinhas de pano enfiadas nos cantinhos do sofá, em cima da mesa, no ombro do pai, na bolsa da mãe e em cima da televisão. E por aí vai: pomadinhas de assaduras, algodões coloridos, aspirador de nariz, e nossas roupas sempre com sinais de vômito pelos ombros, resultado da eficiência do pequeno ser na hora do arroto.

O peito da mãe, passa a ser de propriedade dele: do bebê. Sem a menor timidez ele se apropria do seio como se sempre fora seu. E é! Seu objeto de desejo. Quando ficam maiorzinhos, lá pelos 6 ou 7 meses, os pequenos encaram o peito, quase que como flertando com ele. A diferença é que em um flerte normal, a pessoa que recebe a flertada tem a opção de cair fora, e no flerte do bebê com o peito materno, o pequeno sempre é o grande conquistador.

Esta maravilhosa experiência que estamos vivendo, eu e o Antônio (eu pela primeira vez, o Antônio já é papai da Nati e do Pedro), não se compara a nada, é tudo muito intenso, a alegria é intensa, o cansaço é intenso, as dúvidas de como educar, as certezas, tudo acontece ao mesmo tempo. Mas estamos felizes, muito felizes com nossa doce Sophia que já está com 10 meses.

Por falta de tempo e de um pouco mais de organização minha, não dei a sequência que gostaria de ter dado ao blog, fazendo aquele diário do bebê, etc. Mas a partir de agora vou usá-lo pra relatar um pouco do nosso dia-a-dia com nossa bebezinha, recapitular o que já aconteceu e montar nossas memórias, nossa história.

A primeira palavrinha da Sophia, ou Sosô, como a chamamos às vezes, foi Tatatá, pra minha total frustração. Brincadeirinha, mas bem que poderia ter sido Mamama. Não demorou muito tempo pra ela dizer Mamama, mas a bem da verdade ela só me chama assim quando está em apuros. Na maior parte do tempo me chama com a mãozinha.

E por falar em mãozinha, como se não bastasse ser maravilhoso amamentar, as mamadas tem sido cada vez mais o nosso momento de carinho: a Sophia passa a mão do meu cabelo, no meu rosto, enfia o dedo no meu nariz, na minha boca, são suas manifestações de carinho (às vezes um pouquinho exageradas), mas é uma sensação maravilhosa. É como se ela estivesse agradecendo aquele leitinho quente, aquele momento de doação, ou então apenas demonstrando o amor que ela tem por mim.

Nossa bebezinha já gatinha pela casa toda, ainda não faz totalmente os quatro apoios, mas já se vira muito bem indo da sala pra cozinha sozinha. Outro dia estávamos tomando café, eu e o Tony e a deixamos na sala, quando eis que surge nossa filhota na porta da cozinha, nos olha e diz: “Minhhhã, Minhhhhhã”, que foi o jeitinho que acostumamos ela a falar quando a comidainha está gostosa. Quase morremos de rir da espertinha que só faltou nos dizer: Tomando café sem mim, hein?

Ontem, (dia 21 de março) do nada a Sophia pegou o controle remoto da TV, colocou perto da orelha e falou: “ia”. Ela quis dizer Alô!!! Esse toco de gente resolveu telefonar, ainda abaixou a cabecinha depois do “ia”, como se estivesse ouvindo o que a pessoa do outro lado falava. Só acredito porque eu vi!